Pe. Paulo Edson Moreira, MO.

1. Qual é a visão que a sua religião tem sobre o Natal?

paulinho

Paulo Edson Moreira, MO – na ternura e na proximidade, a serviço do Povo de Deus que se fez “pequeno”, no Natal.

Para os cristãos-católicos o Natal é a festa da Humanidade de Deus. É Deus nos vindo na fragilidade de uma criança, assemelhando-se a nós em tudo, exceto no pecado. E o mais marcante é que, o “lugar dos pobres” é o lugar do nascimento do Menino-Deus. Ele emerge da simplicidade, do despojamento total, deprovido de todas as “seguranças humanas”. Esse cenário se torna o pano de fundo de toda a Mensagem do Natal.

2. Qual a importância da data para sua religião?

A importância dessa data para nós cristãos-católicos é nela ver a oportunidade que temos de deixar Jesus renascer no nosso coração. As quatro semanas do Advento nos preparam para que o nosso coração se torne efetivamente a manjedoura, onde Jesus irá renascer. Momento que nos inspira fraternidade, proximidade de Deus e dos irmãos, estreitamento de relações: na família, na comunidade de fé, na relação de trabalho, na sociedade…

3. Há algum rito específico para celebrar o Natal?

A Celebração do Natal transcende o próprio rito. Se dá num clima de Júbilo, de alegria festiva pela chegada do Deus-Menino. Em nossa Comunidade Paroquial experimentamos com Jesus, apesar de todas as limitações, a alegria de experimentar comunitariamente o que significa com Jesus, nascer de novo. Momento de muita paz e convivência fraterna.

4. Considerações.

Meu maior desejo e creio de todos que vivem esse clima natalino conosco aqui na Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, é que esse nos seja de fato um momento animador, tomado de uma paz, onde tudo possa acontecer do jeito que Deus quer.
Contemplando nos braços de Maria, Jesus o Filho de Deus, que se identifica com os pequenos e pobres, há de crescer em nós a força e a alegria do amor. E como seria bom que a tradição de dar e receber presentes na noite de Natal, se transformasse na iniciativa diferente de atender em primeiro lugar os mais necessitados.Teríamos certamente um Natal feliz, porque fazendo os outros mais felizes.
O meu desejo de um Feliz e Abençoado Natal a todos e que na alegria do nascimento do Menino Deus, possamos prosseguir na construção do Reino que nos proporciona viver na certeza de que, em Jesus, nos tornamos também filhos amados e queridos de Deus.

 

 

                                         

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Pe Joseph Henrotte, então jovem sacerdote, parte para a Fundação dos Missionários dos Operários, na América Latina. (novembro 1963)

(Parte IV)

Pe Joseph Jean Victor Henrotte, MO

 

Os primeiros Padres do Trabalho se estabeleceram em Seraing, cidade industrial da periferia de Liège. A casa foi chamada a “Casa dos Operários”. Além da moradia dos padres, a maior parte da casa abrigava o alojamento, o refeitório, sala de descanso, uma capela. O sucesso foi imediato assim como o espanto de verem padres tomando a refeição no meio dos operários, quando eles mesmos não faziam o serviço à mesa. Era, de verdade, o “contato imediato com os operários”.

O fato teve uma repercussão internacional. Os padres não se limitavam à acolhida dos operários, eles os ajudavam na solução de suas dificuldades administrativas, criaram cooperativas operárias, entre outros serviços.

Um diário da época escreve: “Esta sociedade de Padres do Trabalho, de origem, de finalidade e de tendências democráticas, é como um renascimento do Evangelho e da Igreja primitiva. Como ela nos lembra bem os doze pobres pescadores saindo para a conquista do mundo”.

Eles se arriscavam a participar de reuniões onde se aceitava a contradição de adversários ou se levava a contradição nas reuniões de adversários, os socialistas da época, ferrenhos opositores da Igreja.

Apesar do pequeno número de padres, eles fundaram casas em várias cidades à pedido dos bispos. No entanto, a situação política mudou com a representação do povo no âmbito político.

A situação dos operários melhorava rapidamente com o reconhecimento de seus direitos. A ajuda financeira do início diminuiu abruptamente, quando os Padres do Trabalho se posicionaram a favor da democracia cristã e foram acusados de hipersocialistas.

A Congregação acumulou dívidas e os albergues não eram mais uma necessidade. A formação dos candidatos, dos seminaristas, não era exigente o bastante. Muitos até se sentiam atraídos, mas diante do peso do trabalho, desistiam.