Papa Francisco: Missionário dos Operários? Padre fraciscotravailleurdo Trabalho?

Como sempre, o Papa rompe protocolos para se aproximar das pessoas

© OSSERVATORE ROMANO / AFP
Pela primeira vez na história, um papa se reunirá com todos os funcionários do Vaticano, acompanhados pelas suas famílias, por ocasião do Natal.No maior auditório da Santa Sé, o Papa Francisco dirigirá uma reflexão de fim de ano (adicional à que o bispo de Roma tradicionalmente oferece aos seus colaboradores mais próximos da cúria).Este é um novo gesto de proximidade, forte candidato a se tornar uma nova tradição. Francisco decidiu incluir esta audiência em sua agenda, mesmo que ela não tenha sido contemplada pelos seus antecessores e tampouco tenha sido realizada no primeiro ano do seu pontificado.Segundo confirmou a Sala de Imprensa da Santa Sé, o encontro acontecerá na Sala Paulo VI do Vaticano, no dia 22 de dezembro, ao meio-dia de Roma.Em uma entrevista publicada esta semana pelo jornal argentino La Nación, o Pontífice se referiu a esta audiência: “Estou preparando a alocução de Natal para os membros da cúria, mas vou ter duas saudações natalinas, uma com os prelados da cúria e outra com toda a equipe do Vaticano, com todos os funcionários e suas famílias, na Sala Paulo VI, porque eles também levam as coisas adiante”.A mensagem natalina do Papa é tradicionalmente considerada um dos discursos mais importantes do ano e, até agora, os bispos de Roma a reservavam apenas a um encontro com seus principais colaboradores da cúria romana, cardeais e bispos.

Pe Luiz Antônio da Silva, MO

Superior Delegado dos MO’s

Naquele dia 08 de dezembro 2014 o anjo do Senhor foi enviado a alguns leigos da Paróquia Cristo Salvador e disse: “Alegra-te, cheia e cheio graça, o Senhor é contigo! Não tenhas medo! O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra!”

Dentro desse Espírito do Advento do Senhor, celebrando o Natal de Jesus neste dia da Imaculada Conceição de Maria queremos saudar a todos vocês leigos e leigas que estão renovando as Promessas ou fazendo pela primeira vez este compromisso na Congregação dos Missionários dos Operários neste ano que estamos celebrando os 120 anos de existência e nos preparando para o Capítulo Geral que vai acontecer em Julho de 2015 na Bélgica. Tudo começou com o Pe. Teófilo Reyn e seus companheiros em 1894 inspirados pela Encíclica do Papa Leão XIII RerumNovarum (Das coisas novas), abordando as questões sociais. Nossa palavra é de encorajamento, como o Evangelho: NÃO TENHAS MEDO DA ALEGRIA E DA INSPIRAÇÃO, PORQUE O SENHOR VOS ESCOLHEU E O ESPÍRITO ESTÁ SOBRE VOCÊS. Destacando o nosso Carisma de estar ao lado dos trabalhadores e o lema Justiça e Caridade, acreditamos que vocês podem nos ajudar concretamente a atingir esta meta através da família, trabalho e Igreja-Paróquia evangelizando e humanizando os ambientes que vocês vivem e trabalham. Conscientes do nosso batismo e assumindo este Carisma podemos fazer a diferença especialmente com a nossa presença-qualitativa. Estamos aqui celebrando e rezando este compromisso, olhando para o SIM-EXEMPLO de Maria, que disse: “Eis aqui a Serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”. Desde o final do ano passado, em dezembro, e este ano – tivemos a presença do Pe. Jan (Superior Geral dos Missionários dos Operários), que nos animou muito aqui no Brasil, onde estamos num processo profundo de reflexão e queremos contar com vocês, junto com nosso Ir. Nicolau e novos formandos que vão entrar no próximo ano para fortalecer o nosso Carisma e Espiritualidade, continuando a Servir a Deus no mundo do trabalho. Que a encarnação de Deus nos torne mais firmes, perseverantes e fiéis a este compromisso e a esta missão que aconteceu e acontece na Família de Nazaré. E louvamos e bendizemos a Deus por cada um de vocês que tomaram esta decisão de seguir a Cristo e colaborar conosco nesse empreendimento e missão como Missionários dos Operários Leigos na Congregação dos Missionários dos Operários. Deus abençoe a cada um e cada uma neste discernimento e ação no momento presente. ASSIM SEJA.

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Pe Luiz Antônio (primeiro agachado, da direita para a esquerda) é Superior Delegado dos Missionários dos Operários, Pároco de Cristo Salvador, Capelão da PUC Contagem e do Hospital Mun. de Contagem. Amor e dedicação integral pelos trabalhadores e pela formação de novos MO, na qual atua e apoia integralmente.

Sagrada Família, protegei-nos!

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Órfãos vítimas dos conflitos palestinos.

Pe. Lambert Noben, MO

Estamos no tempo bendito do Advento preparando-nos para um Natal feliz e cheio de paz. No meio de tanta violência, guerras, fome, ódio, miséria… não deixamos de sonhar com uma paz duradoura e completa… só que apenas sonhar não basta: a paz deve nascer em nosso coração e espalhar-se ao nosso redor. Somos nós, juntos, que devemos conquistar e construir esta paz. Boas intenções não bastam, são ineficientes e ineficazes.

Por isso, João Batista nos convida à conversão, a endireitar os caminhos de nosso coração, tirando toda falsidade, egoísmo, mentira, orgulho, agressividade e vingança, para cultivar a mansidão, a bondade e a ternura, o perdão e a misericórdia. Esta é a grande mensagem que Deus nos dá no Natal. Ele, no antigo testamento, como também em quase todas as regiões e religiões da terra é apresentado como um deus terrível, violento, justiceiro e castigador, um deus que mata crianças inocentes e faz acontecer desgraças e cataclismas. Jesus veio a nós como uma criança pobre, fraca, indefesa e acolhedora. Nada de ameaça, nada de vingança ou de castigo, mas apenas bondade desarmada e desarmadora, apenas acolhida simples e carinhosa.  Ele nos ensina que para ser grande, ninguém precisa ser forte, violento e ameaçador, para ser importante não precisa aparecer e exibir-se… Ninguém mais do que Ele conseguiu marcar e transformar o mundo pela sua presença, mesmo se Ele nunca teve fortuna, riqueza, arma ou curso superior… nunca teve função política ou cargo mundano.

Mesmo assim – e talvez seja mesmo por causa disso – Ele incomoda; tentamos abafá-lo e enterrá-lo debaixo de um papai Noel barrigudo e mentiroso, debaixo de um montão de presentes e comidas e bebidas. Papai Noel não nos incomoda, não pede mudança de vida nem conversão e a conversão mais difícil e incômoda é nos tornarmos fracos, indefesos e carinhosos como uma criança. Jesus, “Deus conosco” fez antes de nós esta mudança, esta conversão e mais tarde vai nos anunciar que se não nos tornamos semelhantes a crianças não entraremos no reino dos céus. O mundo se esquece das crianças, despreza as crianças, só respeita o violento, o forte e poderoso, o importante, e por isso é tão difícil se converter a ser como criança, porque nos também seremos rejeitados, esquecidos e desvalorizados. Tornar-se criança é desistir de qualquer forma de poder, opressão, coação, dominação e violência; é desistir de competir para ser o mais poderoso, o mais importante, o mais “mais”. Foi isso que Deus fez na noite de Natal. É esse o seu recado mais importante e mais exigente. Se nós O imitamos nesta sua atitude, seremos construtores de um mundo de paz, de amor, de ternura. Toda violência no mundo é fruto do orgulho, da ganância, da vaidade e da prepotência. A conversão se faz no coração de cada um de nós e depende apenas de nós. Por isso, podemos afirmar que a paz neste Natal depende apenas de nós e está em nossas mãos. Feliz Natal para você, faça o Natal dos outros feliz também.

 

"Vinde após mim e eu farei de vocês, pescadores de homens"

“Vinde após mim e eu farei de vocês, pescadores de homens”

Deus, nosso Pai, em julho de 2015 a Congregação dos Missionários dos Operários realizará seu Capítulo Geral, onde serão eleitos o Superior Geral e os membros do seu Conselho. Juntos, eles terão a missão de conduzir a Congregação pelos próximos seis anos.

Nós te pedimos que teu Espírito assista os capitulantes, para que possam formular o Carisma e a Espiritualidade da Congregação de forma a que ela responda realmente às necessidades atuais dos trabalhadores, a exemplo e no espírito de nosso Fundador, o Pe. Teófilo Reyn e de seus colaboradores.

Que esse mesmo Espírito inspire os capitulantes a fim de que escolham os coirmãos que são verdadeiramente preocupados em colocar o Carisma da Congregação em prática. Que os aspectos da Vida Comunitária e da Vida Religiosa, em geral, não possam ser esquecidos.

Que esse Capítulo Geral 2015 possa dar um novo fôlego à nossa Congregação. Que todos os seus membros, no seguimento de teu Filho Jesus, continuem a se colocar a Teu serviço, pelo bem dos trabalhadores. Tudo isso nós te pedimos pela intercessão da Sagrada Família, padroeira da Congregação.

                                         

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Pe Joseph Henrotte, então jovem sacerdote, parte para a Fundação dos Missionários dos Operários, na América Latina. (novembro 1963)

(Parte IV)

Pe Joseph Jean Victor Henrotte, MO

 

Os primeiros Padres do Trabalho se estabeleceram em Seraing, cidade industrial da periferia de Liège. A casa foi chamada a “Casa dos Operários”. Além da moradia dos padres, a maior parte da casa abrigava o alojamento, o refeitório, sala de descanso, uma capela. O sucesso foi imediato assim como o espanto de verem padres tomando a refeição no meio dos operários, quando eles mesmos não faziam o serviço à mesa. Era, de verdade, o “contato imediato com os operários”.

O fato teve uma repercussão internacional. Os padres não se limitavam à acolhida dos operários, eles os ajudavam na solução de suas dificuldades administrativas, criaram cooperativas operárias, entre outros serviços.

Um diário da época escreve: “Esta sociedade de Padres do Trabalho, de origem, de finalidade e de tendências democráticas, é como um renascimento do Evangelho e da Igreja primitiva. Como ela nos lembra bem os doze pobres pescadores saindo para a conquista do mundo”.

Eles se arriscavam a participar de reuniões onde se aceitava a contradição de adversários ou se levava a contradição nas reuniões de adversários, os socialistas da época, ferrenhos opositores da Igreja.

Apesar do pequeno número de padres, eles fundaram casas em várias cidades à pedido dos bispos. No entanto, a situação política mudou com a representação do povo no âmbito político.

A situação dos operários melhorava rapidamente com o reconhecimento de seus direitos. A ajuda financeira do início diminuiu abruptamente, quando os Padres do Trabalho se posicionaram a favor da democracia cristã e foram acusados de hipersocialistas.

A Congregação acumulou dívidas e os albergues não eram mais uma necessidade. A formação dos candidatos, dos seminaristas, não era exigente o bastante. Muitos até se sentiam atraídos, mas diante do peso do trabalho, desistiam.