Papa Francisco: Missionário dos Operários? Padre fraciscotravailleurdo Trabalho?

Como sempre, o Papa rompe protocolos para se aproximar das pessoas

© OSSERVATORE ROMANO / AFP
Pela primeira vez na história, um papa se reunirá com todos os funcionários do Vaticano, acompanhados pelas suas famílias, por ocasião do Natal.No maior auditório da Santa Sé, o Papa Francisco dirigirá uma reflexão de fim de ano (adicional à que o bispo de Roma tradicionalmente oferece aos seus colaboradores mais próximos da cúria).Este é um novo gesto de proximidade, forte candidato a se tornar uma nova tradição. Francisco decidiu incluir esta audiência em sua agenda, mesmo que ela não tenha sido contemplada pelos seus antecessores e tampouco tenha sido realizada no primeiro ano do seu pontificado.Segundo confirmou a Sala de Imprensa da Santa Sé, o encontro acontecerá na Sala Paulo VI do Vaticano, no dia 22 de dezembro, ao meio-dia de Roma.Em uma entrevista publicada esta semana pelo jornal argentino La Nación, o Pontífice se referiu a esta audiência: “Estou preparando a alocução de Natal para os membros da cúria, mas vou ter duas saudações natalinas, uma com os prelados da cúria e outra com toda a equipe do Vaticano, com todos os funcionários e suas famílias, na Sala Paulo VI, porque eles também levam as coisas adiante”.A mensagem natalina do Papa é tradicionalmente considerada um dos discursos mais importantes do ano e, até agora, os bispos de Roma a reservavam apenas a um encontro com seus principais colaboradores da cúria romana, cardeais e bispos.

O cansaço, a aspereza, o sofrimento, a dor são elementos da providencia que proporcionam estabilidade e equilíbrio no voo da vida

PAPA FRANCISCOAinda esta manhã eu observei uma cena que só pode ser vista quando se olha de cima: uma gaivota parada, imóvel a pelo menos uma centena de metros. Normalmente, para voar é preciso se movimentar.

O avião é tão estável em voo quanto forte em sua velocidade. Para aterrissar tem que desacelerar. Aos poucos diminui a velocidade, perde altitude e também estabilidade; a estabilidade que só pode ser obtida ao tocar o chão.
Mas essa gaivota estava parada, no ar, há alguns metros de altura. Mesmo assim, voava. Um voo de invejável estabilidade, sem uma vibração. Suas asas, no entanto, abertas ao máximo, desfrutavam o vento que soprava forte lá em cima.
E o vento que a sustentava, dando-lhe estabilidade, era um vento contrário. Graças ao mau tempo a gaivota pode descansar, comentou um amigo.
O cansaço, a aspereza, o sofrimento, as provações e tribulações, as cruzes, as dores são elementos necessários e providenciais, que proporcionam estabilidade e equilíbrio ao voo da vida.
Contrariedades que permitem estar disponível para Deus, que te sustenta em alta altitude. Adversidades que lhe dão confiança para descansar.

Caríssimo Povo de Deus da Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, de forma especial na pessoa de seu pároco, o coirmão Missionário dos Operários, “Os Padres do Trabalho”, Pe. Paulo Edson Moreira, Mo!

  Ir. José Nicolau Vieira, mo

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Em agradável momento de partilha na residência de nosso coirmão Pe. Paulo Edson, MO – Encontro Vocacional dos Missionários dos Operários, “Os Padres do Trabalho”.

Grande foi minha alegria ao perceber vossa nova iniciativa no campo da evangelização! Uma página nova de acessos nas redes sociais, de maneira especial por meio do Facebook. Não me passa despercebido o apelo lançado por nosso amado Pastor, o Papa Francisco, quando da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium , “escrita à luz da alegria de reencontrar a fonte da evangelização no mundo contemporâneo”, nos convida a assumir o desafio das novas mídias e tecnologias afim de por meio delas continuar a obra, a missão de Jesus Cristo.

O Papa nos presenteou com esta Exortação Apostólica: uma enorme riqueza de sugestões que traz à luz várias iniciativas. Observo com muita alegria o enorme esforço feito por essa Paróquia de Lourdes, sempre tendo à frente o amado e terno coirmão Pe. Paulinho, para colocar em prática, cada vez mais, a Nova Evangelização: em particular penso nas expressões de uma “pastoral urbana”: Rede de Comunidades, os temas da piedade popular, as questões relacionadas com a família, a promoção humana e social (essencial para que a Comunidade de Fé tenha o direito de celebrar a Eucaristia; Dom Luciano). Nos encoraja a frequente menção do Papa ao anúncio kerigmático, ou seja, reestabelecer a primazia do anúncio de Jesus Cristo. Anúncio que deve ser feito com o conhecimento da nova linguagem das mídias sociais, através de trabalhos pastorais vivos, dinâmicos e capazes de testemunhar o amor e a misericórdia.

Denominador comum desses elementos é a atenção especial aos pobres. Me rejubilo de alegria pelas tantas iniciativas vivenciadas na Paróquia de Lourdes.

Especial agradecimento quero reservar ao Pe. Paulinho que, dentre seus numerosos compromissos, tem nos brindado com uma presença fértil e edificante durante as programações vocacionais preparadas pelo Serviço de Animação Vocacional dos Missionários dos Operários, “Os Padres do Trabalho”, realizados no contexto da casa paroquial e acolhida sempre tão memorável durante as celebrações dominicais na vossa Igreja Paroquial. Certamente esses momentos reforçam entre nós, coirmãos religiosos, vocacionados em via de discernimento e Povo de Deus, uma interação muito positiva e dinâmica na procura constante por novos caminhos e iniciativas para colocar ainda mais e melhor o Evangelho na prática da vida e do coração humano.

Vale ressaltar que nossa Congregação dos Missionários dos Operários, “Os Padres do Trabalho”, nasce em 1891, com o Pe. Teófilo Reyn, na época Missionário do Sagrado Coração, que estava vivamente interpelado pela Encíclica Rerum Novarum, escrita pelo Papa Leão XIII, sobre as condições desumanas de vida da classe operária.

Com a permissão de Dom Doutreloux, bispo de Liège, Bélgica, Pe Reyn funda, em 1894, assistido por seis outros irmãos, a Congregação dos Missionários dos Operários, “Os Padres do Trabalho”. A expansão da Congregação pelo mundo se deu em 1947, no Congo, na província do Katanga e em 1963, no Brasil, no estado de Minas Gerais.

  1. A)     JUSTIÇA E CARIDADE

Pela nossa presença e através de todas as nossas obras, nós temos apenas um objetivo: cultivar um espírito de Justiça e de Caridade, lá onde nós vivemos. Pois, neste mundo de competição onde é o “eu” individualista que prima, nós, “Os Padres do Trabalho”, continuamos convencidos de que cada trabalhador tem o direito à vida, ao respeito, à dignidade humana. Portanto, esta é nossa herança espiritual que nós queremos promover por todo lugar onde estivermos: a JUSTIÇA e a CARIDADE.

  1. B)      COLABORADORES DE DEUS NA OBRA DA CRIAÇAO, POR MEIO DO TRABALHO

Nós queremos promover o trabalho humano que é um fator de comunhão ou de socialização, se nós colocarmos de lado o egoísmo e todos os outros “ismos” e compreendermos que: “TODO HOMEM É MEU IRMAO!”.

Fazendo isto, queremos, sobretudo, promover as condições sociais e materiais dos trabalhadores que nos são confiados, bem como suas famílias. A Obra da Criação está inacabada e nós estamos convencidos de que Deus tem necessidade de todos os homens de boa vontade para harmonizar o mundo, por meio de seu trabalho. Assim, todas as obras dos Padres do Trabalho são voltadas para o objetivo de “humanizar e evangelizar o mundo do trabalho, afim de que ele seja mais fraterno”. (Art. 3 Const.).

  1. C)      NOSSA INSPIRAÇÃO

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    O que torna especial a pessoa humana frente aos outros seres viventes é o fato de que ela é sujeito de si mesma, de sua vida, de suas decisões, de suas ações. É um elemento significativo da dignidade da pessoa humana. Vocação = Caminho = Chamado = Resposta Foto: Entrada da Casa de Formação Pe. de Man, em Contagem.

Nós queremos criar entre os trabalhadores que nos são confiados um conjunto de relações saudáveis e fraternas, baseadas no modelo da SAGRADA FAMILIA DE NAZARÉ, patrona de nossa Congregação, porque Deus é Amor (Deus Caritas est). Assim, nós queremos promover uma pastoral de trabalhadores para os trabalhadores, com os trabalhadores e pelos trabalhadores. É por isso que os Padres do Trabalho também se associam como colaboradores, como membros da Pastoral Operária.

  1. D)     MEIOS PARA A REALIZAÇÃO DE NOSSA MISSÃO
  • Paróquias de realidade operária;
  • O MTC (Movimento de Trabalhadores Cristãos), bem como o acompanhamento de outros movimentos, como, por exemplo, Cooperativas e Sindicatos, projetos de Economia Solidária, como a ASMAC (Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Contagem), Juventude Operária Católica (JOC) e outros;
  • Missões e pastorais em vilas, favelas e meio rural; em comunidades afastadas e desassistidas;
  • Movimento Familiar Cristão, Movimento de Casais, Encontros de Jovens (paroquial) e grupos de Jovens, como o Emaús…
  • Outros meios que dependem da criatividade dos co-irmãos e de seus colaboradores.

Percebemos, não sem gratidão a Deus, na prática pastoral de nosso coirmão Pe. Paulinho, MO os traços claros do Carisma sobre o qual fomos fundados para testemunhar do Evangelho a todos, especialmente aos trabalhadores em suas vias de libertação. 

Quero me dirigir ainda, de forma muito especial, aos jovens: Ei jovem! Você sonha um mundo de mais justiça e caridade?

Pensa ou já pensou em se consagrar a Deus e ajudar na construção de um mundo mais fraterno e humano?

Então, venha nos conhecer!

Seja um Missionário dos Operários, dedicando sua vida a Deus, caminhando com seu povo, buscando seu reino e sua justiça e se colocando a serviço do mundo que Deus nos confiou (Art. 1 Const.).

Pastoral Vocacional MO:

Pe. J. Ferreira, MO – Ir. J. Nicolau, MO

Email: mdosoperarios@ig.com.br

Tel: 031 3352 8932

Ei jovem! Coragem! Sabemos que por nossos próprios meios nada podemos fazer. Por isso, devemos permanecer em contato com Deus através da oração, pessoal e comunitária, e deixar que o Cristo nos transforme em nova criatura. Se o Cristo nos liberta (cf. Gal 5, 1), estaremos aptos para ajudar a promover a libertação no mundo operário! Venha!

Sagrada Família, protegei-nos!

Querido Pe. Paulinho e querido Povo de Deus da Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, grande é nossa estima e gratidão pela acolhida sempre tão fraterna e humana! Queremos sempre mais manter o laço de união, estreitando-o sempre mais em fraternidade missionária e caminheira. Que o Senhor da Messe e Pastor do Rebanho, que na oficina de José se fez trabalhador, nos abençõe em nossa caminhada de discípulos e missionários a serviço do Reino de Jesus Cristo. Um abraço muito fraterno,

 Ir. José Nicolau Vieira, mo

  1. Missionário dos Operários
    “E o Verbo de Deus se fez carne e habitou entre nos” (Jo 1, 14)