Os Missionários dos Operários celebram a Eucaristia no momento final de seu retiro anual (julho de 2014)

Os Missionários dos Operários celebram a Eucaristia no momento
final de seu retiro anual (julho de 2014)

O modo como a pessoa reza depende da imagem de Deus que traz no coração. Quanto mais correta for esta imagem, mais disposição terá para a oração, e mais confiante e perseverante esta será.

A primeira parábola ensina como a pessoa de fé sabe a quem recorrer, sem se importar com as circunstâncias. Aquele que crê, tem absoluta certeza de ser atendido, mesmo devendo esperar.
Jesus apresenta o Pai como quem jamais decepciona aos que recorrem a ele. Ao pedir, a pessoa recebe; ao buscar, encontra; ao bater, abre-se-lhe a porta. De maneira nenhuma, existe frustração.
É próprio do Pai manifestar seu imenso amor a todos os seus filhos. Da comparação com o modo de agir dos pais da Terra, deduz-se a atitude do Pai do Céu. Se um pai, por pior que seja, jamais frustra as expectativas de seu filho, dando-lhe coisas ruíns, quando lhe pede coisas boas, quanto mais o fará Pai celeste!
Jesus indica qual é o dom principal que devemos pedir ao Pai: o Espírito Santo. E quem se dirige a ele, pedindo esse dom, pode estar certo de que será atendido. A bondade do Pai é insuperável. Jamais um ser humano poderá superar sua misericórdia.
Oração
Espírito de confiança em Deus, dá-me a graça de perseverar na oração, certo de que o Pai atenderá, com bondade, os meus anseios profundos.

MOMENTO FOFOCA

Uns dias atrás, a TV mencionou uma enquete feita em muitas empresas, sobre a maior causa de ”estress” e mal estar, e chegou a conclusão que eram as fofocas. Principalmente nas horas de cafezinho e na cozinha, a vida e a reputação dos “ausentes” sofriam bastante. Fofoca é falar mal de quem está ausente, da sua vida, de suas intenções, das suas pretensões, de seus comportamentos e tudo isso visto pelos óculos dos fofoqueiros que por certo não são isentos de más intenções, nem objetivos. Também nas nossas igrejas e reuniões as vezes isso acontece: sempre percebo que a pior reunião é aquela que se faz depois da reunião, quando muitos já foram embora: você viu sua cara? Por que ele falou isso? Você sabia isso? E por aí vai. Sempre quando você, depois de uma reunião, vê uma rodinha, não vai embora antes dos outros porque o próximo assunto pode ser você e sua vida; é sempre prudente ficar até o fim.

O que será que nos leva a fofocar? Por que a vida do outro nos incomoda tanto? Quando falamos do outro, nos estamos realmente falando dele ou estamos revelando as frustrações e complexos e desejos escondidos de nosso próprio coração? O que é certo é que interpretação é nossa e fala muito mais sobre nos mesmos do que sobre o outro,  sujeito de nossa conversa. Parece que mais que conseguimos sujar o outro e mais aparece nossa inocência, nossa perfeição e nossas qualidades. Somos como a propaganda de um certo sabão em pó que mostra um lençol branquinho no meio de vários cinzentos para mostrar a qualidade de dito sabão. Assim nos, mais que sujamos o outro e mais perfeitos parecemos. Afinal que temos com a vida do outro? O que sabemos de suas motivações, de seu passado, de seu temperamento e dos problemas que está vivendo para poder julgá-lo? Por isso Cristo já falava para não julgar ninguém e muito menos condenar ninguém, Falava para não ver o cisco no olho do outro enquanto não percebemos a trava que temos em nosso próprio olho. Ele dizia que ele mesmo não julgava ninguém e à mulher adultera dizia: ”Nem eu não te julgo”

Por que fofocamos? Por que condenamos? Será para ter uma desculpa para não ter que amar nosso irmão? Qual é esta coceira que dá em nossa língua que nos impede de ficar calado, mesmo querendo? Os antigos ensinavam para rodar dez vezes nossa língua antes de falar.  Peca se muita mais em falar de mais do que em ficar calado. Nossa língua é uma ferramenta feroz que machuca tanto quanto uma espada. A Bíblia fala que nossa língua é como o lema de um transatlântico, pequena mas capaz de virar um navio inteiro. Uma palavra dita nunca tem jeito de ser recolhida, são como penas carregadas pelo vento e que se espalham cada vez mais. Meu querido irmão, amar o outro começa em primeiro lugar em respeitá-lo, em não prejudicá-lo. Só Deus vê o nosso coração e mesmo assim ele é infinitamente misericordioso. Ser misericordioso é uma qualidade divina que podemos e devemos cultivar em nosso coração. A caridade fraterna começa por enxergar o outro com os olhos do amor e do perdão, da ternura e da bondade, jamais com os olhos do fariseu intransigente, e si o outro tem alguma falha e culpa, ele precisa mais de nosso amor, porque Deus ama mais quem precisa mais, Jesus já dizia que é o doente que precisa de medico. Por isso vamos amar mais quem precisa mais em vez de derrubá-lo e caluniá-lo. Assim seremos verdadeiros filhos de Deus nosso Pai.

 

Nós (Os Missionários dos Operários), queremos promover o trabalho humano que é um fator de comunhão ou de socialização, se nós colocarmos de lado o egoísmo e todos os outros “ismos” e compreendermos que: “TODO HOMEM É MEU IRMÃO!”.

"Vinde após mim e eu farei de vocês, pescadores de homens"

“Vinde após mim e eu farei de vocês, pescadores de homens”

Fazendo isto, queremos, sobretudo, promover as condições sociais e materiais dos trabalhadores que nos são confiados, bem como suas famílias. A Obra da Criação está inacabada e nós estamos convencidos de que Deus tem necessidade de todos os homens de boa vontade para harmonizar o mundo, por meio de seu trabalho. Assim, todas as obras dos Padres do Trabalho são voltadas para o objetivo de “humanizar e evangelizar o mundo do trabalho, afim de que ele seja mais fraterno”. (Art. 3 Const.)