Caríssimo Povo de Deus da Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, de forma especial na pessoa de seu pároco, o coirmão Missionário dos Operários, “Os Padres do Trabalho”, Pe. Paulo Edson Moreira, Mo!

  Ir. José Nicolau Vieira, mo

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Em agradável momento de partilha na residência de nosso coirmão Pe. Paulo Edson, MO – Encontro Vocacional dos Missionários dos Operários, “Os Padres do Trabalho”.

Grande foi minha alegria ao perceber vossa nova iniciativa no campo da evangelização! Uma página nova de acessos nas redes sociais, de maneira especial por meio do Facebook. Não me passa despercebido o apelo lançado por nosso amado Pastor, o Papa Francisco, quando da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium , “escrita à luz da alegria de reencontrar a fonte da evangelização no mundo contemporâneo”, nos convida a assumir o desafio das novas mídias e tecnologias afim de por meio delas continuar a obra, a missão de Jesus Cristo.

O Papa nos presenteou com esta Exortação Apostólica: uma enorme riqueza de sugestões que traz à luz várias iniciativas. Observo com muita alegria o enorme esforço feito por essa Paróquia de Lourdes, sempre tendo à frente o amado e terno coirmão Pe. Paulinho, para colocar em prática, cada vez mais, a Nova Evangelização: em particular penso nas expressões de uma “pastoral urbana”: Rede de Comunidades, os temas da piedade popular, as questões relacionadas com a família, a promoção humana e social (essencial para que a Comunidade de Fé tenha o direito de celebrar a Eucaristia; Dom Luciano). Nos encoraja a frequente menção do Papa ao anúncio kerigmático, ou seja, reestabelecer a primazia do anúncio de Jesus Cristo. Anúncio que deve ser feito com o conhecimento da nova linguagem das mídias sociais, através de trabalhos pastorais vivos, dinâmicos e capazes de testemunhar o amor e a misericórdia.

Denominador comum desses elementos é a atenção especial aos pobres. Me rejubilo de alegria pelas tantas iniciativas vivenciadas na Paróquia de Lourdes.

Especial agradecimento quero reservar ao Pe. Paulinho que, dentre seus numerosos compromissos, tem nos brindado com uma presença fértil e edificante durante as programações vocacionais preparadas pelo Serviço de Animação Vocacional dos Missionários dos Operários, “Os Padres do Trabalho”, realizados no contexto da casa paroquial e acolhida sempre tão memorável durante as celebrações dominicais na vossa Igreja Paroquial. Certamente esses momentos reforçam entre nós, coirmãos religiosos, vocacionados em via de discernimento e Povo de Deus, uma interação muito positiva e dinâmica na procura constante por novos caminhos e iniciativas para colocar ainda mais e melhor o Evangelho na prática da vida e do coração humano.

Vale ressaltar que nossa Congregação dos Missionários dos Operários, “Os Padres do Trabalho”, nasce em 1891, com o Pe. Teófilo Reyn, na época Missionário do Sagrado Coração, que estava vivamente interpelado pela Encíclica Rerum Novarum, escrita pelo Papa Leão XIII, sobre as condições desumanas de vida da classe operária.

Com a permissão de Dom Doutreloux, bispo de Liège, Bélgica, Pe Reyn funda, em 1894, assistido por seis outros irmãos, a Congregação dos Missionários dos Operários, “Os Padres do Trabalho”. A expansão da Congregação pelo mundo se deu em 1947, no Congo, na província do Katanga e em 1963, no Brasil, no estado de Minas Gerais.

  1. A)     JUSTIÇA E CARIDADE

Pela nossa presença e através de todas as nossas obras, nós temos apenas um objetivo: cultivar um espírito de Justiça e de Caridade, lá onde nós vivemos. Pois, neste mundo de competição onde é o “eu” individualista que prima, nós, “Os Padres do Trabalho”, continuamos convencidos de que cada trabalhador tem o direito à vida, ao respeito, à dignidade humana. Portanto, esta é nossa herança espiritual que nós queremos promover por todo lugar onde estivermos: a JUSTIÇA e a CARIDADE.

  1. B)      COLABORADORES DE DEUS NA OBRA DA CRIAÇAO, POR MEIO DO TRABALHO

Nós queremos promover o trabalho humano que é um fator de comunhão ou de socialização, se nós colocarmos de lado o egoísmo e todos os outros “ismos” e compreendermos que: “TODO HOMEM É MEU IRMAO!”.

Fazendo isto, queremos, sobretudo, promover as condições sociais e materiais dos trabalhadores que nos são confiados, bem como suas famílias. A Obra da Criação está inacabada e nós estamos convencidos de que Deus tem necessidade de todos os homens de boa vontade para harmonizar o mundo, por meio de seu trabalho. Assim, todas as obras dos Padres do Trabalho são voltadas para o objetivo de “humanizar e evangelizar o mundo do trabalho, afim de que ele seja mais fraterno”. (Art. 3 Const.).

  1. C)      NOSSA INSPIRAÇÃO

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    O que torna especial a pessoa humana frente aos outros seres viventes é o fato de que ela é sujeito de si mesma, de sua vida, de suas decisões, de suas ações. É um elemento significativo da dignidade da pessoa humana. Vocação = Caminho = Chamado = Resposta Foto: Entrada da Casa de Formação Pe. de Man, em Contagem.

Nós queremos criar entre os trabalhadores que nos são confiados um conjunto de relações saudáveis e fraternas, baseadas no modelo da SAGRADA FAMILIA DE NAZARÉ, patrona de nossa Congregação, porque Deus é Amor (Deus Caritas est). Assim, nós queremos promover uma pastoral de trabalhadores para os trabalhadores, com os trabalhadores e pelos trabalhadores. É por isso que os Padres do Trabalho também se associam como colaboradores, como membros da Pastoral Operária.

  1. D)     MEIOS PARA A REALIZAÇÃO DE NOSSA MISSÃO
  • Paróquias de realidade operária;
  • O MTC (Movimento de Trabalhadores Cristãos), bem como o acompanhamento de outros movimentos, como, por exemplo, Cooperativas e Sindicatos, projetos de Economia Solidária, como a ASMAC (Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Contagem), Juventude Operária Católica (JOC) e outros;
  • Missões e pastorais em vilas, favelas e meio rural; em comunidades afastadas e desassistidas;
  • Movimento Familiar Cristão, Movimento de Casais, Encontros de Jovens (paroquial) e grupos de Jovens, como o Emaús…
  • Outros meios que dependem da criatividade dos co-irmãos e de seus colaboradores.

Percebemos, não sem gratidão a Deus, na prática pastoral de nosso coirmão Pe. Paulinho, MO os traços claros do Carisma sobre o qual fomos fundados para testemunhar do Evangelho a todos, especialmente aos trabalhadores em suas vias de libertação. 

Quero me dirigir ainda, de forma muito especial, aos jovens: Ei jovem! Você sonha um mundo de mais justiça e caridade?

Pensa ou já pensou em se consagrar a Deus e ajudar na construção de um mundo mais fraterno e humano?

Então, venha nos conhecer!

Seja um Missionário dos Operários, dedicando sua vida a Deus, caminhando com seu povo, buscando seu reino e sua justiça e se colocando a serviço do mundo que Deus nos confiou (Art. 1 Const.).

Pastoral Vocacional MO:

Pe. J. Ferreira, MO – Ir. J. Nicolau, MO

Email: mdosoperarios@ig.com.br

Tel: 031 3352 8932

Ei jovem! Coragem! Sabemos que por nossos próprios meios nada podemos fazer. Por isso, devemos permanecer em contato com Deus através da oração, pessoal e comunitária, e deixar que o Cristo nos transforme em nova criatura. Se o Cristo nos liberta (cf. Gal 5, 1), estaremos aptos para ajudar a promover a libertação no mundo operário! Venha!

Sagrada Família, protegei-nos!

Querido Pe. Paulinho e querido Povo de Deus da Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, grande é nossa estima e gratidão pela acolhida sempre tão fraterna e humana! Queremos sempre mais manter o laço de união, estreitando-o sempre mais em fraternidade missionária e caminheira. Que o Senhor da Messe e Pastor do Rebanho, que na oficina de José se fez trabalhador, nos abençõe em nossa caminhada de discípulos e missionários a serviço do Reino de Jesus Cristo. Um abraço muito fraterno,

 Ir. José Nicolau Vieira, mo

  1. Missionário dos Operários
    “E o Verbo de Deus se fez carne e habitou entre nos” (Jo 1, 14)

 

BomSamaritano5Para uma interpretação sensata e libertadora do episódio-parábola do Bom Samaritano (Lc 10,25-37) é preciso, entre vários exercícios, analisar os versículos-chave de Lc 10,25-37, que são os versículos 33 a 35. Eis o que segue.
Os versículos 33 a 35 descrevem as atitudes – a práxis – do samaritano. São versículos riquíssimos em detalhes e constituem a coluna vertebral do processo que começa com a compaixão e deságua na misericórdia. Eles são a referência com base na qual se define a identidade de cada um dos personagens de Lc 10,25-37. Vamos, agora, em busca das palavras do próprio texto, a fim de sondar seu significado mais profundo.
O samaritano percorre dez passos interligados e interdependentes (Lc 10,33-35):
  1. 1. “Certo samaritano…” anônimo, pois não é revelado o nome dele; herege, segundo a religião judaica; impuro, segundo o povo judeu; pagão, segundo a cultura judaica; representante dos samaritanos, que por quase mil anos foram discriminados pelos judeus que se aliavam aos poderes político, econômico e religioso.
    1. 2. O samaritano, em viagem, se aproxima da pessoa caída e semimorta. Não passa adiante. Não levanta teorias que justificam a exclusão e aliviam a própria consciência. Interrompe seus planos e deixa-se guiar pelo inesperado, pelo inédito, pelo que acontece. O samaritano estava em viagem porque estava trabalhando. Estava ocupado e provavelmente também preocupado com suas responsabilidades. Mas, por ironia da história, as pessoas que encontram mais tempo são as mais ocupadas. Diz a sabedoria dos engajados: “Se precisar de ajuda, procure alguém que está muito ocupado, pois este terá mais tempo”. Quem pouco trabalha não encontra tempo – por falta de opção – para ser solidário. Tempo é questão de preferência. Quem ama verdadeiramente sempre encontra tempo para estar com a pessoa amada. Encontra o seu jeito de multiplicar o tempo e conquista o tempo necessário para estar com o outro. O sacerdote e o levita voltavam do trabalho e teriam, em tese, mais tempo para dedicar ao pobre assaltado, mas foram insensíveis. O samaritano usa seu precioso tempo para ser solidário.
    2. 3. O samaritano “chega junto…”, não fica a distância, na arquibancada da vida; aproxima-se do outro que está em apuros. Padre Júlio Lancellotti, vigário episcopal do povo da rua, da cidade de São Paulo, certa vez, quando saía da prisão, foi nervosamente interpelado pelo diretor da prisão: “Pode voltar lá dentro, pois os menores infratores recomeçaram outra rebelião lá e já fizeram alguns funcionários como reféns”. Padre Júlio discerniu no calor do conflito e voltou. Ao entrar, pulou no meio dos menores rebelados e gritou: “Silêncio! Sentem todos!” Um menor grandalhão levantou-se e disse para todos: “Vamos obedecer, pois o padre, nosso amigo, está falando”. Padre Júlio, continuando, conclamou os menores: “Vamos rezar um Pai-nosso. Pai nosso, que estais no céu...” Todos rezaram e assim a rebelião foi contida. No dia seguinte, perguntaram aos menores: “Por que vocês obedecem ao padre Júlio e não obedecem aos guardas penitenciários?” Eles responderam em coro: “Padre Júlio é gente fina; é nosso amigo; chega junto quando estamos em apuros; é verdadeiro; gosta de nós; não mente para nós”. No dia seguinte, padre Júlio constatou que alguns menores tinham sido torturados por dizerem a verdade e denunciarem as arbitrariedades cometidas pelos guardas.
    3. 4. O samaritano vê o excluído semimorto. Não foi um olhar frio, calculista, sobre o sofrimento do outro, mas um olhar com base no outro que sofre. Um olhar de benevolência e ternura. Deixa que a dor do outro entre através dos próprios olhos. Certamente foi um olhar penetrante. Passa a ver o mundo conforme a dor do outro. E deixa se guiar pela visão que vê o outro sofrendo. Diz a sabedoria popular: aquilo que os olhos não veem o coração não sente. Um provérbio indiano expressa semelhante compreensão ao dizer que os olhos veem mil vezes mais do que os ouvidos escutam. “Não basta se aproximar apenas para fazer uma visita”, alerta tio Maurício, bom samaritano do povo da rua, em Belo Horizonte, autor do livro O Beijo de Deus – o evangelho da Rua segundo tio Maurício.
    4. 5. O samaritano move-se de compaixão em face da dor do excluído. A dor do outro entra pelos olhos e invade todo o corpo. Penetra nas entranhas, no coração, revolvendo-os. Revira o corpo por dentro. Quem está comovido se entrega ao outro, não o agride. Sentir compaixão é associar-se à dor do outro partilhando-a e, desse modo, diminuindo-a. A dorsentida pela pessoa assaltada foi suavizada pelo “odor” da companhia do samaritano. Segundo Dalai Lama, compaixão é admitir que a vida do outro é mais importante do que a minha própria vida; é orientar a vida segundo o outro que sofre. O outro se torna um absoluto na minha vida. Quem decidirá se o meu trabalho vai continuar é a situação do outro.
    5. 6. O samaritano se aproxima ainda mais da pessoa sofrida, entrega-se gradativamente ao outro. É na proximidade que se dá o encontro face a face, o encontro eu–tu. Foi assim que aconteceu com Moisés na sarça ardente (Ex 3,1-6). O Jó da Bíblia, pai da impaciência e da rebeldia, depois de passar por um processo dolorido de revisão da sua experiência de Deus, chega à seguinte conclusão:  “Antes eu Te conhecia somente por ouvir dizer, mas agora meus olhos Te veem” (Jó 42,5). Quer dizer, Jó encontra-se face a face com um Deus solidário e libertador. Mas o encontro face-a-face com Deus se dá no encontro face-a-face com o outro, principalmente com o outro que está excluído, semimorto. Pelo rosto reconhecemos com muito mais facilidade uma pessoa que já vimos alguma vez. Mas se nos apresentar um corpo sem rosto será muito mais difícil o reconhecimento. Uma religiosa, de vida consagrada, desejava viver a contemplação no meio do povo excluído da periferia de Vitória da Conquista, BA. Ela decidiu rezar com o povo aflito da sua vizinhança. Um dia, enquanto visitava as famílias nos seus casebres, percebendo que muitas mães davam água com sal para tentar consolar os filhos que choravam pedindo alimento, a religiosa perguntou para uma mãe: “Por que você vendeu todas as camas, cadeiras e os móveis da casa?” A mãe respondeu: “Irmã, a senhora nunca vai conseguir entender o que significa uma mãe ver o filho chorar e gritar com fome e não ter alimento para dar para o filho. Vendi todos os móveis, um a um, para comprar pão para meus sete filhos. Frio até que a gente aguenta, mas passar fome e ver os filhos pedirem alimento é ser cortada por dentro; mata a gente aos poucos. Nós, mães, não somos de ferro. Somos de carne e osso e amamos os nossos filhos”.
    6. 7. O samaritano cuida do outro no imediato e no mediato. Fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. A compaixão move o coração e aciona as mãos para a prática da misericórdia, da solidariedade efetiva. O samaritano vive a espiritualidade do cuidado com o outro e consigo mesmo. Falam alto o modo como ele ajuda e o que ele usa para cuidar do outro. Revelam a experiência e a competência de quem já está familiarizado com o exercício da solidariedade. E o que ele usa para aliviar a dor do outro são frutos da mãe-terra e do seu esforço humano (suor, fadiga, tempo). Com produtos naturais, o samaritano recupera a vida do outro: óleo, para curar feridas, e vinho, que além de curar, dá alegria e ajuda a retomar a vida.
    7. 8. O samaritano “colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o a uma pensão, onde cuidou dele…” Fez-se solidário, prestou os primeiros socorros e encaminhou o semimorto para o restabelecimento completo. O samaritano não se contentou com o mínimo de assistência oferecida a alguém em perigo, mas deu seu tempo, seu dinheiro e o seu ser, sem calcular. A oferta do dinheiro não é substitutiva, mas um complemento da sua ação pessoal. Ele amou “com força”, isto é, com os seus próprios bens econômicos. Ele mostrou que amar é agir com o coração, é ter “coragem”. Para o samaritano, o grito por solidariedade é urgente. Seria tarde demais e chegaria atrasado se ele tivesse dito para o excluído semimorto: “Daqui a pouco eu te ajudo”; ou “espera um pouco”; ou “quando eu voltar, eu te ajudo”; ou “depois que eu me aposentar eu te ajudo”; ou “quando eu ganhar na loteria eu te ajudo” ou, ou…. Mas o samaritano cedeu o seu próprio jumento para carregar a vítima, desinstalando-se. Isso faz-nos recordar a alegria com que o povo pobre acolhe uma visita, oferece a própria cama para o hóspede e vai dormir no chão. O que normalmente não acontece na casa de pessoas ricas. Com frequência, observa-se hoje uma placa de advertência com a seguinte inscrição: “Cuidado, cão bravo!”; “Cuidado, cerca elétrica!”.
    8. 9. O samaritano pagou dois denários.[2] Conforme Mt 20,2, um denário era o suficiente para pagar um dia de serviço. Mas “um denário por um dia de serviço” era o suficiente para alimentar a esposa e os filhos, comprar roupas, manter as necessidades do lar, pagar impostos, taxas do templo etc? Concordando com o biblista Fitzmyer, dizemos que “a descrição do samaritano é esplêndida; emprega todas suas posses materiais – azeite, vinho, cavalgadura, dinheiro – para ajudar um pobre infortunado que se encontra pelo caminho”.[3] “Nenhum escritor do Segundo Testamento – salvo, talvez, o autor da carta de Tiago, e este somente de maneira análoga – põe maior ênfase na moderação com a qual o discípulo deve usar suas próprias riquezas materiais.”[4] O samaritano cumpriu o que estava prescrito no shemáh: Dt 6,4-5, que diz “Ouça, Israel… ame a Javé seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma e  com toda a sua força.” “Amar com toda sua força” diz respeito à dimensão econômica da vida, a partilha dos bens econômicos. O samaritano deixa o semimorto protegido e encaminhado. Vai embora, mas deixa marcas de bondade e sai positivamente marcado para o resto da vida.
10. O samaritano não deixou nome nem endereço. Soube a hora exata de entrar e de sair da vida do outro. Foi embora. Agindo assim, impossibilitou que se criasse vínculo de dependência entre ele e o socorrido. Ele foi solidário de modo gratuito e libertador.
Belo Horizonte, MG, Brasil, 26 de agosto de 2013.
Obs.: Esse texto é a “6ª parte” do artigo “Seguir Jesus, desafio que exige compromisso”, de Gilvander Luís Moreira, publicado no livro  “RECRIAR O CAMINHO com as Comunidades de Lucas, uma leitura do Evangelho de Lucas feita pelo CEBI-MG, São Leopoldo, CEBI, 2013, pp. 48-77.
[2] “A moeda denário era parte do sistema de cunhagem do Império Romano. “ Cf. D. E. OAKMAN, “The Buying Power of two denarii. A Comment on Luke 10:35” Forum 3 (1987) 35.
[3] Fitzmyer, Lucas…, cit., v. 3. p. 287.
[4] Fitzmyer, Lucas…, cit., v. 1, p. 416.