Pe Luiz Antônio da Silva, MO

Superior Delegado dos MO’s

Naquele dia 08 de dezembro 2014 o anjo do Senhor foi enviado a alguns leigos da Paróquia Cristo Salvador e disse: “Alegra-te, cheia e cheio graça, o Senhor é contigo! Não tenhas medo! O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra!”

Dentro desse Espírito do Advento do Senhor, celebrando o Natal de Jesus neste dia da Imaculada Conceição de Maria queremos saudar a todos vocês leigos e leigas que estão renovando as Promessas ou fazendo pela primeira vez este compromisso na Congregação dos Missionários dos Operários neste ano que estamos celebrando os 120 anos de existência e nos preparando para o Capítulo Geral que vai acontecer em Julho de 2015 na Bélgica. Tudo começou com o Pe. Teófilo Reyn e seus companheiros em 1894 inspirados pela Encíclica do Papa Leão XIII RerumNovarum (Das coisas novas), abordando as questões sociais. Nossa palavra é de encorajamento, como o Evangelho: NÃO TENHAS MEDO DA ALEGRIA E DA INSPIRAÇÃO, PORQUE O SENHOR VOS ESCOLHEU E O ESPÍRITO ESTÁ SOBRE VOCÊS. Destacando o nosso Carisma de estar ao lado dos trabalhadores e o lema Justiça e Caridade, acreditamos que vocês podem nos ajudar concretamente a atingir esta meta através da família, trabalho e Igreja-Paróquia evangelizando e humanizando os ambientes que vocês vivem e trabalham. Conscientes do nosso batismo e assumindo este Carisma podemos fazer a diferença especialmente com a nossa presença-qualitativa. Estamos aqui celebrando e rezando este compromisso, olhando para o SIM-EXEMPLO de Maria, que disse: “Eis aqui a Serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”. Desde o final do ano passado, em dezembro, e este ano – tivemos a presença do Pe. Jan (Superior Geral dos Missionários dos Operários), que nos animou muito aqui no Brasil, onde estamos num processo profundo de reflexão e queremos contar com vocês, junto com nosso Ir. Nicolau e novos formandos que vão entrar no próximo ano para fortalecer o nosso Carisma e Espiritualidade, continuando a Servir a Deus no mundo do trabalho. Que a encarnação de Deus nos torne mais firmes, perseverantes e fiéis a este compromisso e a esta missão que aconteceu e acontece na Família de Nazaré. E louvamos e bendizemos a Deus por cada um de vocês que tomaram esta decisão de seguir a Cristo e colaborar conosco nesse empreendimento e missão como Missionários dos Operários Leigos na Congregação dos Missionários dos Operários. Deus abençoe a cada um e cada uma neste discernimento e ação no momento presente. ASSIM SEJA.

100_6359

Pe Luiz Antônio (primeiro agachado, da direita para a esquerda) é Superior Delegado dos Missionários dos Operários, Pároco de Cristo Salvador, Capelão da PUC Contagem e do Hospital Mun. de Contagem. Amor e dedicação integral pelos trabalhadores e pela formação de novos MO, na qual atua e apoia integralmente.

Sagrada Família, protegei-nos!

"Vinde após mim e eu farei de vocês, pescadores de homens"

“Vinde após mim e eu farei de vocês, pescadores de homens”

Deus, nosso Pai, em julho de 2015 a Congregação dos Missionários dos Operários realizará seu Capítulo Geral, onde serão eleitos o Superior Geral e os membros do seu Conselho. Juntos, eles terão a missão de conduzir a Congregação pelos próximos seis anos.

Nós te pedimos que teu Espírito assista os capitulantes, para que possam formular o Carisma e a Espiritualidade da Congregação de forma a que ela responda realmente às necessidades atuais dos trabalhadores, a exemplo e no espírito de nosso Fundador, o Pe. Teófilo Reyn e de seus colaboradores.

Que esse mesmo Espírito inspire os capitulantes a fim de que escolham os coirmãos que são verdadeiramente preocupados em colocar o Carisma da Congregação em prática. Que os aspectos da Vida Comunitária e da Vida Religiosa, em geral, não possam ser esquecidos.

Que esse Capítulo Geral 2015 possa dar um novo fôlego à nossa Congregação. Que todos os seus membros, no seguimento de teu Filho Jesus, continuem a se colocar a Teu serviço, pelo bem dos trabalhadores. Tudo isso nós te pedimos pela intercessão da Sagrada Família, padroeira da Congregação.

Quem seria o fundador dos Padres do Trabalho era membro da Congregação dos Missionários do Sagrado Coração (MSC), o Pe Teófilo Reyn, que ocupava o “segundo lugar” naquela Congregação.

Os irmãos do MSC desejavam assumir a missão no meio operário. Diante da impossibilidade de sua Congregação se dedicar a este serviço, ele e alguns de seus companheiros pediram e obtiveram dispensa de seus votos e se apresentaram ao Bispo de Liège, para realizar seu sonho de constituir a obra dos Missionários do Operários. Era o ano de 1893.

Em janeiro de 1894, Dom Doutreloux concedeu ao Pe Reyn uma paróquia operária nos subúrbios de Liège. Aceitou também os companheiros de Pe Reyn em seu Seminário.

 

No dia 21 de novembro de 1894, dia da Apresentação de Nossa Senhora, foi oficializada a criação de uma sociedade de padres, Padres do Trabalho, para se dedicarem ao apostolado no meio operário.

Pe Joseph Jean Victor Henrotte, MO

Pe. Théophile Reyn, Fundador e Primeiro Superior Geral dos Missionários dos Operários

Pe. Théophile Reyn, Fundador e Primeiro
Superior Geral dos Missionários
dos Operários

Não é possível compreender a fundação da Congregação dos Missionários dos Operários, “Os Padres do Trabalho”, sem entender a situação religiosa, social e econômica da Europa e da Bélgica em particular no século XIX. Por muito tempo, a Bélgica, fiel a seu passado, estava profundamente cristã, até na sua legislação. Em 1879, foram promulgadas leis que tiravam do ensino primário seu caráter cristão, o que forçou os bispos a deslanchar um movimento violento de reação. A Bélgica considerou o Núncio Apostólico “personna non grata” e rompeu suas relações com Roma.
O Governo tomou atitudes anticlericais, o que provocou uma onda de descristianização. Pio XI reconheceu que a grande falta da Igreja no século XIX foi de ter deixado o povo se separar da Igreja. Uma das razoes dessa situação foi o fato de que a Igreja não se posicionou na defesa da justiça cristã. A modernização da indústria levou à falência muitas pequenas oficinas, o que acabou com as antigas corporações que defendiam os direitos dos operários. Nas grandes indústrias imperava a lei da oferta e da demanda. O que importava era o lucro a qualquer custo. O salário mínimo não era assegurado; o que valia era diminuir o salário e aumentar o tempo de trabalho. Quem tomou a defesa dos operários, naquele tempo, contra os abusos do capitalismo foi o socialismo e o comunismo. Isso levou ao movimento de greves de 1886. Os patrões, muitos católicos, achavam que a organização econômica que assegurava seus benefícios era a única possível. Eles se recusavam a reconhecer os sindicatos.

Pe. Joseph Jean Victor Henrotte é pioneiro da Congregação dos Missionários dos Operários. no Brasil. Junto com os coirmãos Pe. de Man e Pe. Staf Schoovartz, inJeffhenrotteiciou as obras apostólicas dos MO’s em novembro de 1963, na antiga fazendinha do Caladinho, em Coronel Fabriciano. Três anos mais tarde (1966), volta para sua terra natal, Bélgica, até se aposentar no Ensino Profissionalizante. É missionário em Conselheiro Lafaiete desde 1991, prestando incansável serviço pastoral especialmente nas Comunidades mais afastadas, na pastoral paroquial e, depois de alguns anos, na desafiante Pastoral Carcerária. Aos 83 anos, é exemplo de que a árvore plantada à beira do Rio da Vida não seca e não murcha, mas permanece cheia de seiva e de frutos abundantes. Os Missionários dos Operários da Comunidade Brasileira se orgulham de sua presença luminosa e seu testemunho arraigado no seio de nossa fraternidade.  

Qual era a atitude dos bispos naquele momento? O bispo de Liège, Dom Doutreloux, organizou em 1887, 1888 e 1890 três congressos de “Obras Sociais”. O padre jesuíta, van Tricht, na ocasião de uma conferência em Antuérpia, depois das greves violentas de 1886 não propõe as reformas políticas e econômicas necessárias. Ele se contenta em fazer um apelo à consciência dos patrões cristãos e dos cristãos em geral. Diante de uma comissão de inquérito, ele só apresenta os fatos de exploração:

– jornada de trabalho pesado, por um salário derisório;

– horas de trabalho estendidas sem medida;

– operários machucados, aleijados no canteiro de obras e despedidos sem nenhuma compensação;

– contratos de quinzenas injuriosamente violados;

– o trabalho recusado, não pago, mas que mesmo assim é vendido;

– as lojas do patrão, onde se vende ao operário mercadorias alteradas;

– mulheres que tomam o lugar do homem, porque seu salário é menor;

 

– crianças de até 10 e 8 anos que passam a noite diante de teares, obrigados a cantar, para não adormecerem;