É uma História de muita luta, resistência, organização, mobilização que sempre buscou ir além das fronteiras da categoria representada.

Nossa homenagem a todos(as) metalúrgicos(as) que fizeram e fazem parte desta bela História.

Pe. Ferreirinha, como é conhecido na Região Industrial de Contagem, dedica a homenagem recebida a diversos de seus históricos parceiros: história construída em mutirão.

Pe. Ferreirinha, como é conhecido na Região Industrial de
Contagem, dedica a homenagem recebida a diversos de seus
históricos parceiros: história construída em mutirão.

Agradeço de coração a homenagem a mim prestada por ocasião das festividades dos 80 anos deste Sindicato. Senti-me ao mesmo tempo surpreso e honrado. De fato, como padre, minha participação aqui na Região Industrial desde 1982 foi sempre mais no âmbito das lutas sociais, populares e religiosas. As manifestações, as caminhadas, e principalmente a Missa dos Trabalhadores na Praça da Cemig sempre fizeram parte de minha atuação Pastoral nestes 32 anos de presença em Contagem. E o Sindicato dos Metalúrgicos sempre presente como um grande e valioso parceiro.

Por isso dedico o troféu a mim enviado, em primeiro lugar, à minha Congregação dos Missionários dos Operários (Os Padres do Trabalho), através da qual pude, posso e devo dedicar –me para que haja mais JUSTIÇA E CARIDADE no Mundo do Trabalho.

Quero dedicar, também, a todos os trabalhadores e trabalhadoras que são os protagonistas principais de todas as conquistas trabalhistas, sociais e políticas nestes 80 anos de luta.

Dedico a todos os sindicatos, organizações, associações e movimentos que dedicaram e continuam se dedicando pela Humanização do Mundo do Trabalho.

Quero dedicar de maneira especial ao MTC/ACO, do qual faço parte como assistente eclesial, que tanto me ensinou e me apoiou em minha vocação de Padre do Trabalho.

 

Mas a luta não para! A vida é dinâmica! Novos desafios se apresentam para a Classe Trabalhadora! O Capitalismo voraz, a economia de mercado, a ilusão do consumismo deixa muitos cegos diante de uma realidade desumana e insustentável para a maioria dos trabalhadores(as) com uma carga horária absurda e um salário insuficiente para viver com dignidade. São questões novas que teremos que enfrentar. Que os 80 anos de experiência nos ajudem a olhar para frente com ânimo, coragem e fé no Deus da Vida. É como dizia o Cardeal Cardjin, fundador da JOC (Juventude Operária Católica) no final de cada avaliação: E AGORA, AVANTE!

Pe. José Ferreira Filho mo