Os Missionários dos Operários celebram a Eucaristia no momento final de seu retiro anual (julho de 2014)

Os Missionários dos Operários celebram a Eucaristia no momento
final de seu retiro anual (julho de 2014)

O modo como a pessoa reza depende da imagem de Deus que traz no coração. Quanto mais correta for esta imagem, mais disposição terá para a oração, e mais confiante e perseverante esta será.

A primeira parábola ensina como a pessoa de fé sabe a quem recorrer, sem se importar com as circunstâncias. Aquele que crê, tem absoluta certeza de ser atendido, mesmo devendo esperar.
Jesus apresenta o Pai como quem jamais decepciona aos que recorrem a ele. Ao pedir, a pessoa recebe; ao buscar, encontra; ao bater, abre-se-lhe a porta. De maneira nenhuma, existe frustração.
É próprio do Pai manifestar seu imenso amor a todos os seus filhos. Da comparação com o modo de agir dos pais da Terra, deduz-se a atitude do Pai do Céu. Se um pai, por pior que seja, jamais frustra as expectativas de seu filho, dando-lhe coisas ruíns, quando lhe pede coisas boas, quanto mais o fará Pai celeste!
Jesus indica qual é o dom principal que devemos pedir ao Pai: o Espírito Santo. E quem se dirige a ele, pedindo esse dom, pode estar certo de que será atendido. A bondade do Pai é insuperável. Jamais um ser humano poderá superar sua misericórdia.
Oração
Espírito de confiança em Deus, dá-me a graça de perseverar na oração, certo de que o Pai atenderá, com bondade, os meus anseios profundos.

Ele mandou alguns discípulos perguntar: “É em você que vamos votar ou devemos esperar outro?”

Este respondeu: “Ide dizer ao indeciso o que está acontecendo: famílias estão comendo diariamente, casas estão sendo construídas para todos, pobres e negros estão estudando nas faculdades, remédios estão sendo distribuídos gratuitamente, tem emprego para os que querem trabalhar; a pessoa humana esta sendo defendida e promovida e não só o capital. A desigualdade social e econômica está sendo combatida…”

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Caríssimo Povo de Deus da Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, de forma especial na pessoa de seu pároco, o coirmão Missionário dos Operários, “Os Padres do Trabalho”, Pe. Paulo Edson Moreira, Mo!

  Ir. José Nicolau Vieira, mo

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Em agradável momento de partilha na residência de nosso coirmão Pe. Paulo Edson, MO – Encontro Vocacional dos Missionários dos Operários, “Os Padres do Trabalho”.

Grande foi minha alegria ao perceber vossa nova iniciativa no campo da evangelização! Uma página nova de acessos nas redes sociais, de maneira especial por meio do Facebook. Não me passa despercebido o apelo lançado por nosso amado Pastor, o Papa Francisco, quando da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium , “escrita à luz da alegria de reencontrar a fonte da evangelização no mundo contemporâneo”, nos convida a assumir o desafio das novas mídias e tecnologias afim de por meio delas continuar a obra, a missão de Jesus Cristo.

O Papa nos presenteou com esta Exortação Apostólica: uma enorme riqueza de sugestões que traz à luz várias iniciativas. Observo com muita alegria o enorme esforço feito por essa Paróquia de Lourdes, sempre tendo à frente o amado e terno coirmão Pe. Paulinho, para colocar em prática, cada vez mais, a Nova Evangelização: em particular penso nas expressões de uma “pastoral urbana”: Rede de Comunidades, os temas da piedade popular, as questões relacionadas com a família, a promoção humana e social (essencial para que a Comunidade de Fé tenha o direito de celebrar a Eucaristia; Dom Luciano). Nos encoraja a frequente menção do Papa ao anúncio kerigmático, ou seja, reestabelecer a primazia do anúncio de Jesus Cristo. Anúncio que deve ser feito com o conhecimento da nova linguagem das mídias sociais, através de trabalhos pastorais vivos, dinâmicos e capazes de testemunhar o amor e a misericórdia.

Denominador comum desses elementos é a atenção especial aos pobres. Me rejubilo de alegria pelas tantas iniciativas vivenciadas na Paróquia de Lourdes.

Especial agradecimento quero reservar ao Pe. Paulinho que, dentre seus numerosos compromissos, tem nos brindado com uma presença fértil e edificante durante as programações vocacionais preparadas pelo Serviço de Animação Vocacional dos Missionários dos Operários, “Os Padres do Trabalho”, realizados no contexto da casa paroquial e acolhida sempre tão memorável durante as celebrações dominicais na vossa Igreja Paroquial. Certamente esses momentos reforçam entre nós, coirmãos religiosos, vocacionados em via de discernimento e Povo de Deus, uma interação muito positiva e dinâmica na procura constante por novos caminhos e iniciativas para colocar ainda mais e melhor o Evangelho na prática da vida e do coração humano.

Vale ressaltar que nossa Congregação dos Missionários dos Operários, “Os Padres do Trabalho”, nasce em 1891, com o Pe. Teófilo Reyn, na época Missionário do Sagrado Coração, que estava vivamente interpelado pela Encíclica Rerum Novarum, escrita pelo Papa Leão XIII, sobre as condições desumanas de vida da classe operária.

Com a permissão de Dom Doutreloux, bispo de Liège, Bélgica, Pe Reyn funda, em 1894, assistido por seis outros irmãos, a Congregação dos Missionários dos Operários, “Os Padres do Trabalho”. A expansão da Congregação pelo mundo se deu em 1947, no Congo, na província do Katanga e em 1963, no Brasil, no estado de Minas Gerais.

  1. A)     JUSTIÇA E CARIDADE

Pela nossa presença e através de todas as nossas obras, nós temos apenas um objetivo: cultivar um espírito de Justiça e de Caridade, lá onde nós vivemos. Pois, neste mundo de competição onde é o “eu” individualista que prima, nós, “Os Padres do Trabalho”, continuamos convencidos de que cada trabalhador tem o direito à vida, ao respeito, à dignidade humana. Portanto, esta é nossa herança espiritual que nós queremos promover por todo lugar onde estivermos: a JUSTIÇA e a CARIDADE.

  1. B)      COLABORADORES DE DEUS NA OBRA DA CRIAÇAO, POR MEIO DO TRABALHO

Nós queremos promover o trabalho humano que é um fator de comunhão ou de socialização, se nós colocarmos de lado o egoísmo e todos os outros “ismos” e compreendermos que: “TODO HOMEM É MEU IRMAO!”.

Fazendo isto, queremos, sobretudo, promover as condições sociais e materiais dos trabalhadores que nos são confiados, bem como suas famílias. A Obra da Criação está inacabada e nós estamos convencidos de que Deus tem necessidade de todos os homens de boa vontade para harmonizar o mundo, por meio de seu trabalho. Assim, todas as obras dos Padres do Trabalho são voltadas para o objetivo de “humanizar e evangelizar o mundo do trabalho, afim de que ele seja mais fraterno”. (Art. 3 Const.).

  1. C)      NOSSA INSPIRAÇÃO

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    O que torna especial a pessoa humana frente aos outros seres viventes é o fato de que ela é sujeito de si mesma, de sua vida, de suas decisões, de suas ações. É um elemento significativo da dignidade da pessoa humana. Vocação = Caminho = Chamado = Resposta Foto: Entrada da Casa de Formação Pe. de Man, em Contagem.

Nós queremos criar entre os trabalhadores que nos são confiados um conjunto de relações saudáveis e fraternas, baseadas no modelo da SAGRADA FAMILIA DE NAZARÉ, patrona de nossa Congregação, porque Deus é Amor (Deus Caritas est). Assim, nós queremos promover uma pastoral de trabalhadores para os trabalhadores, com os trabalhadores e pelos trabalhadores. É por isso que os Padres do Trabalho também se associam como colaboradores, como membros da Pastoral Operária.

  1. D)     MEIOS PARA A REALIZAÇÃO DE NOSSA MISSÃO
  • Paróquias de realidade operária;
  • O MTC (Movimento de Trabalhadores Cristãos), bem como o acompanhamento de outros movimentos, como, por exemplo, Cooperativas e Sindicatos, projetos de Economia Solidária, como a ASMAC (Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Contagem), Juventude Operária Católica (JOC) e outros;
  • Missões e pastorais em vilas, favelas e meio rural; em comunidades afastadas e desassistidas;
  • Movimento Familiar Cristão, Movimento de Casais, Encontros de Jovens (paroquial) e grupos de Jovens, como o Emaús…
  • Outros meios que dependem da criatividade dos co-irmãos e de seus colaboradores.

Percebemos, não sem gratidão a Deus, na prática pastoral de nosso coirmão Pe. Paulinho, MO os traços claros do Carisma sobre o qual fomos fundados para testemunhar do Evangelho a todos, especialmente aos trabalhadores em suas vias de libertação. 

Quero me dirigir ainda, de forma muito especial, aos jovens: Ei jovem! Você sonha um mundo de mais justiça e caridade?

Pensa ou já pensou em se consagrar a Deus e ajudar na construção de um mundo mais fraterno e humano?

Então, venha nos conhecer!

Seja um Missionário dos Operários, dedicando sua vida a Deus, caminhando com seu povo, buscando seu reino e sua justiça e se colocando a serviço do mundo que Deus nos confiou (Art. 1 Const.).

Pastoral Vocacional MO:

Pe. J. Ferreira, MO – Ir. J. Nicolau, MO

Email: mdosoperarios@ig.com.br

Tel: 031 3352 8932

Ei jovem! Coragem! Sabemos que por nossos próprios meios nada podemos fazer. Por isso, devemos permanecer em contato com Deus através da oração, pessoal e comunitária, e deixar que o Cristo nos transforme em nova criatura. Se o Cristo nos liberta (cf. Gal 5, 1), estaremos aptos para ajudar a promover a libertação no mundo operário! Venha!

Sagrada Família, protegei-nos!

Querido Pe. Paulinho e querido Povo de Deus da Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, grande é nossa estima e gratidão pela acolhida sempre tão fraterna e humana! Queremos sempre mais manter o laço de união, estreitando-o sempre mais em fraternidade missionária e caminheira. Que o Senhor da Messe e Pastor do Rebanho, que na oficina de José se fez trabalhador, nos abençõe em nossa caminhada de discípulos e missionários a serviço do Reino de Jesus Cristo. Um abraço muito fraterno,

 Ir. José Nicolau Vieira, mo

  1. Missionário dos Operários
    “E o Verbo de Deus se fez carne e habitou entre nos” (Jo 1, 14)

 

Pe. Lambert Noben, MOconsciencia

Existe uma diferença enorme entre conscientizar e manipular: conscientizar é ajudar uma pessoa a refletir e pensar com a própria cabeça e tomar suas decisões conscientemente e de modo autônomo enquanto manipular é fazer com que a pessoa não pense, mas faz cegamente o que outro alguém quer e decidiu. Pensar é difícil, cansa… e tomar responsabilidade da sua decisão incomoda. Por isso é mais fácil obedecer cegamente, sem pensar, pois assim, a responsabilidade é toda do manipulador. Para manipular existem varias táticas muito eficazes. A primeira é o medo, a ameaça do castigo: o inferno e o capeta são muito poderosos como meios de amedrontar alguém, usado fartamente nas religiões. Outro é dar o sentimento da superioridade; nós somos os melhores, só nos seremos salvos, só nós temos a verdade, nós somos a super-raça, só nós somos justos, só nós temos direitos. O grupo que assim se acha superior se deixa manipular pelos seus lideres e não quer saber se os outros são menos importantes: acreditam na sua superioridade e farão qualquer coisa para comprovar esta superioridade, tentando subjugar, oprimir e ate exterminar os outros. Hoje com os meios de comunicação, manipular a opinião pública é muito fácil, recebemos informações parciais, destroncadas e achamos que somos bem informados enquanto só ouvimos uma parcela da verdade e só ouvimos um lado. Esta manipulação é usada fartamente nos tempos das eleições e nas campanhas políticas. Achamos que somos bem informados e no fundo pensamos com a cabeça dos formadores de opinião.

Conscientizar é exatamente o contrário; é mostrar os vários aspectos da situação, dar informações completas, exatas e objetivas, mostrar os prós e contras, as consequências e as várias opções e depois deixar a pessoa, ela mesma, fazer suas escolhas e decisões assumindo plenamente a responsabilidade de seus atos. Conscientizar é respeitar o outro, tratá-lo com pessoa adulta e responsável e não como “marionete” manipulada sem capacidade de pensar e agir. Conscientizar é mostrar ao outro que ele é “sujeito” e não objeto, que ele tem valor e capacidade e que não precisa ninguém dizer-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer. Deus nos criou livres e não podemos abrir mão desta liberdade, sob pena de deixar de ser pessoa, Deus não quer escravos, mas filhos adultos e responsáveis, porque só uma pessoa livre é capaz de amar, só uma pessoa consciente pode se chamar de gente.

Tempo de eleições; você pensou ou se deixou manipular, sua opinião é objetiva ou você se deixou levar por atitudes irrefletidas ou preconceituosas? Você usou varias fontes de informações alternativas ou ficou escravo de seu canal de televisão? Você procura só seu proveito mesquinho particular ou você pensou na coletividade? Você olhou a atuação social passada de seu candidato ou acredita em promessas mirabolantes e mentirosas? Ser gente, adulta e responsável é difícil e exigente, quem sabe você prefira continuar sendo manipulado, irresponsável e infantil? Seria pena mas até isso e decisão sua?

Pe Joseph Jean Victor Henrotte, MO

Ir José Nicolau Vieira, MO

 

Em 1898, o Pe Reyn recebeu uma proposta de começar uma Escola Técnica no sul do país, como já havia na França. A escola começou a funcionar em 1899. A empreitada deu certo. A casa conseguiu se auto-financiar, o que deixou entrever uma solução para o problema das dívidas dos albergues. Pouco a pouco, todas as casas da Congregação se tornaram escolas técnicas.

A primeira delas foi a Escola Técnica de Pierrard Virton, ainda em 1899. De lá para cá, outras 13 escolas foram erigidas. Os Padres do Trabalho exerceram ali seu ministério sacerdotal de maneira inserida, próxima e cultivando os valores sonhados pelo fundador, Pe. Teófilo Reyn, que encontram seu fundamento no Evangelho: a solidariedade, o amor, o perdao, o gosto pela beleza, o cuidado com o outro, o maravilhamento e a defesa da Ecologia.

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A Escola Técnica dos Padres do Trabalho, em Conselheiro Lafaiete, atualmente sob regime federal de ensino.

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Pe Alfhons Van Looveren, MO dirige momento de encontro e reflexão com os alunos do AUMONIERS DU TRAVAIL TECNIQUE, Charleroi, Bélgica.

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Momento de reflexão e oração antes do início das aulas, dirigido pelo Ir. José Nicolau Vieira, MO, na Escola Técnica Kimbeimbe, em Lubumbashi, República Democrática do Congo.

Assim, nao seria correto analisar o Apostolado MO nas escolas de formaçao técnica pelo viés simplesmente da formação de mão de obra qualificada para o mercado de trabalho. A nossa preocupação fundamental sempre foi, pelo contrário, com a humanização dos valores e costumes dos jovens, para que pudessem ser mais gente e, consequentemente, mais felizes. Estamos convictos das palavras do Mestre: “De que vale o homem conquistar o mundo inteiro se perder a própria vida?”. Os Padres do Trabalho, enquanto Missionários dos Operários querem semear, por meio de qualquer uma de suas obras, a consciência de que o trabalho humano é participação na obra criativa de Deus Pai e, portanto instrumento de serviço à humanidade e santificação em Jesus Cristo. A cruz do trabalho, como a cruz de Cristo, gera vida nova, gera ressurreição para toda a humanidade

Atualmente, mesmo que o número de Padres do Trabalho na Bélgica está reduzido a pouco mais de 10 e todos aposentados pelo ensino, a formação de jovens continua com o mesmo espírito sob a direção dos leigos.

caridade e justiça

Os Missionários dos Operários trazem a notícia de que também com a política e por meio dela, devemos ajudar na Construçao de um mundo mais Justo e Fraterno. Afinal de contas, política bem feita é aquela que está a serviço da Vida Humana em Plenitude.

Nesta preparação para as eleições de Outubro, a Igreja não cansa de dar suas orientações para todos nós, povo de Deus. Ela insiste muito para evitar certas atitudes errôneas, e para agir conscientemente.  A primeira atitude errada que devemos todos nós evitar é a abstenção, o voto em branco, o voto nulo. Não votar e a pior maneira de fazer política; é a política do avestruz, do irresponsável que assim contribui para que tudo continue como está, uma sociedade altamente desigual onde o dinheiro continua mandando como deus supremo e absoluto trazendo atrás de si um mundo de miséria e sofrimento para as grandes multidões dos “sem nada”. Infelizmente, tem ainda gente que acha que nós somos espíritos puros e desencarnados que não vivem nesta terra, que não precisam morar, comer, vestir, estudar e cuidar da saúde.

Outra atitude que devemos evitar é colocar um cabresto nos outros e recusar que coloquem um cabresto em nós. Tem ainda gente que quer mandar em quem devemos votar, como se nós não tivéssemos uma cabeça para pensar e uma capacidade de distinguir entre o bom e o mau. Cada um é livre e responsável perante Deus, perante a sociedade e sua consciência; esta liberdade e responsabilidade, não podemos transferir para ninguém. È claro que podemos nos informar, conversar, dialogar, mas a decisão última é nossa, e ninguém tem o direito de nos coagir por qualquer meio e por qualquer motivo que seja. Quem se deixa “adestrar” e manipular abre mão de sua dignidade de gente, de pessoa e vira burro.

Por este motivo, a Igreja não tem partido político nem candidato, mas tem princípios e valores e estes devem prevalecer na sua escolha: o grande valor é a vida e a vida plena. “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundancia.” dizia Jesus. Vida não é apenas sobrevivência, mas vida em plenitude é saúde, alegria, dignidade, bem estar, desenvolvimento de todas as suas dimensões e potencialidades, segurança e convivência social. Para você escolher seu candidato você tem que olhar quem tem condições melhores para promover esta vida em plenitude, não apenas para seus amigos e correligionários, mas para todos os homens e mulheres, idosos e crianças neste imenso país.Tem político que pensa que é a pessoa mais importante e que o mandato é dele, ele esquece que está representando um grupo de pessoas  e que não pode  decepcionar ou trair estas pessoas.

Por tudo isso, querido eleitor, querida eleitora, dê nos bons e honestos administradores, pessoas que usam seu mandato, não para levar vantagem pessoal, não para fazer dele uma profissão lucrativa e permanente, mas um serviço à coletividade. Dê nos deputados e senadores que fazem leis não em proveito próprio, mas para o bem de toda a nação, promovendo a justiça social e o fim da desigualdade. Livra-nos dos corruptos, dos mentirosos, dos sujos, dos oportunistas, não vende seu voto por um pequeno favor pessoal castigando nós durante quatro anos com um vigarista no poder. Chega de maus politiqueiros, merecemos melhor, mas depende de você.

 

 

                                         

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Pe Joseph Henrotte, então jovem sacerdote, parte para a Fundação dos Missionários dos Operários, na América Latina. (novembro 1963)

(Parte IV)

Pe Joseph Jean Victor Henrotte, MO

 

Os primeiros Padres do Trabalho se estabeleceram em Seraing, cidade industrial da periferia de Liège. A casa foi chamada a “Casa dos Operários”. Além da moradia dos padres, a maior parte da casa abrigava o alojamento, o refeitório, sala de descanso, uma capela. O sucesso foi imediato assim como o espanto de verem padres tomando a refeição no meio dos operários, quando eles mesmos não faziam o serviço à mesa. Era, de verdade, o “contato imediato com os operários”.

O fato teve uma repercussão internacional. Os padres não se limitavam à acolhida dos operários, eles os ajudavam na solução de suas dificuldades administrativas, criaram cooperativas operárias, entre outros serviços.

Um diário da época escreve: “Esta sociedade de Padres do Trabalho, de origem, de finalidade e de tendências democráticas, é como um renascimento do Evangelho e da Igreja primitiva. Como ela nos lembra bem os doze pobres pescadores saindo para a conquista do mundo”.

Eles se arriscavam a participar de reuniões onde se aceitava a contradição de adversários ou se levava a contradição nas reuniões de adversários, os socialistas da época, ferrenhos opositores da Igreja.

Apesar do pequeno número de padres, eles fundaram casas em várias cidades à pedido dos bispos. No entanto, a situação política mudou com a representação do povo no âmbito político.

A situação dos operários melhorava rapidamente com o reconhecimento de seus direitos. A ajuda financeira do início diminuiu abruptamente, quando os Padres do Trabalho se posicionaram a favor da democracia cristã e foram acusados de hipersocialistas.

A Congregação acumulou dívidas e os albergues não eram mais uma necessidade. A formação dos candidatos, dos seminaristas, não era exigente o bastante. Muitos até se sentiam atraídos, mas diante do peso do trabalho, desistiam.

MOMENTO FOFOCA

Uns dias atrás, a TV mencionou uma enquete feita em muitas empresas, sobre a maior causa de ”estress” e mal estar, e chegou a conclusão que eram as fofocas. Principalmente nas horas de cafezinho e na cozinha, a vida e a reputação dos “ausentes” sofriam bastante. Fofoca é falar mal de quem está ausente, da sua vida, de suas intenções, das suas pretensões, de seus comportamentos e tudo isso visto pelos óculos dos fofoqueiros que por certo não são isentos de más intenções, nem objetivos. Também nas nossas igrejas e reuniões as vezes isso acontece: sempre percebo que a pior reunião é aquela que se faz depois da reunião, quando muitos já foram embora: você viu sua cara? Por que ele falou isso? Você sabia isso? E por aí vai. Sempre quando você, depois de uma reunião, vê uma rodinha, não vai embora antes dos outros porque o próximo assunto pode ser você e sua vida; é sempre prudente ficar até o fim.

O que será que nos leva a fofocar? Por que a vida do outro nos incomoda tanto? Quando falamos do outro, nos estamos realmente falando dele ou estamos revelando as frustrações e complexos e desejos escondidos de nosso próprio coração? O que é certo é que interpretação é nossa e fala muito mais sobre nos mesmos do que sobre o outro,  sujeito de nossa conversa. Parece que mais que conseguimos sujar o outro e mais aparece nossa inocência, nossa perfeição e nossas qualidades. Somos como a propaganda de um certo sabão em pó que mostra um lençol branquinho no meio de vários cinzentos para mostrar a qualidade de dito sabão. Assim nos, mais que sujamos o outro e mais perfeitos parecemos. Afinal que temos com a vida do outro? O que sabemos de suas motivações, de seu passado, de seu temperamento e dos problemas que está vivendo para poder julgá-lo? Por isso Cristo já falava para não julgar ninguém e muito menos condenar ninguém, Falava para não ver o cisco no olho do outro enquanto não percebemos a trava que temos em nosso próprio olho. Ele dizia que ele mesmo não julgava ninguém e à mulher adultera dizia: ”Nem eu não te julgo”

Por que fofocamos? Por que condenamos? Será para ter uma desculpa para não ter que amar nosso irmão? Qual é esta coceira que dá em nossa língua que nos impede de ficar calado, mesmo querendo? Os antigos ensinavam para rodar dez vezes nossa língua antes de falar.  Peca se muita mais em falar de mais do que em ficar calado. Nossa língua é uma ferramenta feroz que machuca tanto quanto uma espada. A Bíblia fala que nossa língua é como o lema de um transatlântico, pequena mas capaz de virar um navio inteiro. Uma palavra dita nunca tem jeito de ser recolhida, são como penas carregadas pelo vento e que se espalham cada vez mais. Meu querido irmão, amar o outro começa em primeiro lugar em respeitá-lo, em não prejudicá-lo. Só Deus vê o nosso coração e mesmo assim ele é infinitamente misericordioso. Ser misericordioso é uma qualidade divina que podemos e devemos cultivar em nosso coração. A caridade fraterna começa por enxergar o outro com os olhos do amor e do perdão, da ternura e da bondade, jamais com os olhos do fariseu intransigente, e si o outro tem alguma falha e culpa, ele precisa mais de nosso amor, porque Deus ama mais quem precisa mais, Jesus já dizia que é o doente que precisa de medico. Por isso vamos amar mais quem precisa mais em vez de derrubá-lo e caluniá-lo. Assim seremos verdadeiros filhos de Deus nosso Pai.

 

BomSamaritano5Para uma interpretação sensata e libertadora do episódio-parábola do Bom Samaritano (Lc 10,25-37) é preciso, entre vários exercícios, analisar os versículos-chave de Lc 10,25-37, que são os versículos 33 a 35. Eis o que segue.
Os versículos 33 a 35 descrevem as atitudes – a práxis – do samaritano. São versículos riquíssimos em detalhes e constituem a coluna vertebral do processo que começa com a compaixão e deságua na misericórdia. Eles são a referência com base na qual se define a identidade de cada um dos personagens de Lc 10,25-37. Vamos, agora, em busca das palavras do próprio texto, a fim de sondar seu significado mais profundo.
O samaritano percorre dez passos interligados e interdependentes (Lc 10,33-35):
  1. 1. “Certo samaritano…” anônimo, pois não é revelado o nome dele; herege, segundo a religião judaica; impuro, segundo o povo judeu; pagão, segundo a cultura judaica; representante dos samaritanos, que por quase mil anos foram discriminados pelos judeus que se aliavam aos poderes político, econômico e religioso.
    1. 2. O samaritano, em viagem, se aproxima da pessoa caída e semimorta. Não passa adiante. Não levanta teorias que justificam a exclusão e aliviam a própria consciência. Interrompe seus planos e deixa-se guiar pelo inesperado, pelo inédito, pelo que acontece. O samaritano estava em viagem porque estava trabalhando. Estava ocupado e provavelmente também preocupado com suas responsabilidades. Mas, por ironia da história, as pessoas que encontram mais tempo são as mais ocupadas. Diz a sabedoria dos engajados: “Se precisar de ajuda, procure alguém que está muito ocupado, pois este terá mais tempo”. Quem pouco trabalha não encontra tempo – por falta de opção – para ser solidário. Tempo é questão de preferência. Quem ama verdadeiramente sempre encontra tempo para estar com a pessoa amada. Encontra o seu jeito de multiplicar o tempo e conquista o tempo necessário para estar com o outro. O sacerdote e o levita voltavam do trabalho e teriam, em tese, mais tempo para dedicar ao pobre assaltado, mas foram insensíveis. O samaritano usa seu precioso tempo para ser solidário.
    2. 3. O samaritano “chega junto…”, não fica a distância, na arquibancada da vida; aproxima-se do outro que está em apuros. Padre Júlio Lancellotti, vigário episcopal do povo da rua, da cidade de São Paulo, certa vez, quando saía da prisão, foi nervosamente interpelado pelo diretor da prisão: “Pode voltar lá dentro, pois os menores infratores recomeçaram outra rebelião lá e já fizeram alguns funcionários como reféns”. Padre Júlio discerniu no calor do conflito e voltou. Ao entrar, pulou no meio dos menores rebelados e gritou: “Silêncio! Sentem todos!” Um menor grandalhão levantou-se e disse para todos: “Vamos obedecer, pois o padre, nosso amigo, está falando”. Padre Júlio, continuando, conclamou os menores: “Vamos rezar um Pai-nosso. Pai nosso, que estais no céu...” Todos rezaram e assim a rebelião foi contida. No dia seguinte, perguntaram aos menores: “Por que vocês obedecem ao padre Júlio e não obedecem aos guardas penitenciários?” Eles responderam em coro: “Padre Júlio é gente fina; é nosso amigo; chega junto quando estamos em apuros; é verdadeiro; gosta de nós; não mente para nós”. No dia seguinte, padre Júlio constatou que alguns menores tinham sido torturados por dizerem a verdade e denunciarem as arbitrariedades cometidas pelos guardas.
    3. 4. O samaritano vê o excluído semimorto. Não foi um olhar frio, calculista, sobre o sofrimento do outro, mas um olhar com base no outro que sofre. Um olhar de benevolência e ternura. Deixa que a dor do outro entre através dos próprios olhos. Certamente foi um olhar penetrante. Passa a ver o mundo conforme a dor do outro. E deixa se guiar pela visão que vê o outro sofrendo. Diz a sabedoria popular: aquilo que os olhos não veem o coração não sente. Um provérbio indiano expressa semelhante compreensão ao dizer que os olhos veem mil vezes mais do que os ouvidos escutam. “Não basta se aproximar apenas para fazer uma visita”, alerta tio Maurício, bom samaritano do povo da rua, em Belo Horizonte, autor do livro O Beijo de Deus – o evangelho da Rua segundo tio Maurício.
    4. 5. O samaritano move-se de compaixão em face da dor do excluído. A dor do outro entra pelos olhos e invade todo o corpo. Penetra nas entranhas, no coração, revolvendo-os. Revira o corpo por dentro. Quem está comovido se entrega ao outro, não o agride. Sentir compaixão é associar-se à dor do outro partilhando-a e, desse modo, diminuindo-a. A dorsentida pela pessoa assaltada foi suavizada pelo “odor” da companhia do samaritano. Segundo Dalai Lama, compaixão é admitir que a vida do outro é mais importante do que a minha própria vida; é orientar a vida segundo o outro que sofre. O outro se torna um absoluto na minha vida. Quem decidirá se o meu trabalho vai continuar é a situação do outro.
    5. 6. O samaritano se aproxima ainda mais da pessoa sofrida, entrega-se gradativamente ao outro. É na proximidade que se dá o encontro face a face, o encontro eu–tu. Foi assim que aconteceu com Moisés na sarça ardente (Ex 3,1-6). O Jó da Bíblia, pai da impaciência e da rebeldia, depois de passar por um processo dolorido de revisão da sua experiência de Deus, chega à seguinte conclusão:  “Antes eu Te conhecia somente por ouvir dizer, mas agora meus olhos Te veem” (Jó 42,5). Quer dizer, Jó encontra-se face a face com um Deus solidário e libertador. Mas o encontro face-a-face com Deus se dá no encontro face-a-face com o outro, principalmente com o outro que está excluído, semimorto. Pelo rosto reconhecemos com muito mais facilidade uma pessoa que já vimos alguma vez. Mas se nos apresentar um corpo sem rosto será muito mais difícil o reconhecimento. Uma religiosa, de vida consagrada, desejava viver a contemplação no meio do povo excluído da periferia de Vitória da Conquista, BA. Ela decidiu rezar com o povo aflito da sua vizinhança. Um dia, enquanto visitava as famílias nos seus casebres, percebendo que muitas mães davam água com sal para tentar consolar os filhos que choravam pedindo alimento, a religiosa perguntou para uma mãe: “Por que você vendeu todas as camas, cadeiras e os móveis da casa?” A mãe respondeu: “Irmã, a senhora nunca vai conseguir entender o que significa uma mãe ver o filho chorar e gritar com fome e não ter alimento para dar para o filho. Vendi todos os móveis, um a um, para comprar pão para meus sete filhos. Frio até que a gente aguenta, mas passar fome e ver os filhos pedirem alimento é ser cortada por dentro; mata a gente aos poucos. Nós, mães, não somos de ferro. Somos de carne e osso e amamos os nossos filhos”.
    6. 7. O samaritano cuida do outro no imediato e no mediato. Fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. A compaixão move o coração e aciona as mãos para a prática da misericórdia, da solidariedade efetiva. O samaritano vive a espiritualidade do cuidado com o outro e consigo mesmo. Falam alto o modo como ele ajuda e o que ele usa para cuidar do outro. Revelam a experiência e a competência de quem já está familiarizado com o exercício da solidariedade. E o que ele usa para aliviar a dor do outro são frutos da mãe-terra e do seu esforço humano (suor, fadiga, tempo). Com produtos naturais, o samaritano recupera a vida do outro: óleo, para curar feridas, e vinho, que além de curar, dá alegria e ajuda a retomar a vida.
    7. 8. O samaritano “colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o a uma pensão, onde cuidou dele…” Fez-se solidário, prestou os primeiros socorros e encaminhou o semimorto para o restabelecimento completo. O samaritano não se contentou com o mínimo de assistência oferecida a alguém em perigo, mas deu seu tempo, seu dinheiro e o seu ser, sem calcular. A oferta do dinheiro não é substitutiva, mas um complemento da sua ação pessoal. Ele amou “com força”, isto é, com os seus próprios bens econômicos. Ele mostrou que amar é agir com o coração, é ter “coragem”. Para o samaritano, o grito por solidariedade é urgente. Seria tarde demais e chegaria atrasado se ele tivesse dito para o excluído semimorto: “Daqui a pouco eu te ajudo”; ou “espera um pouco”; ou “quando eu voltar, eu te ajudo”; ou “depois que eu me aposentar eu te ajudo”; ou “quando eu ganhar na loteria eu te ajudo” ou, ou…. Mas o samaritano cedeu o seu próprio jumento para carregar a vítima, desinstalando-se. Isso faz-nos recordar a alegria com que o povo pobre acolhe uma visita, oferece a própria cama para o hóspede e vai dormir no chão. O que normalmente não acontece na casa de pessoas ricas. Com frequência, observa-se hoje uma placa de advertência com a seguinte inscrição: “Cuidado, cão bravo!”; “Cuidado, cerca elétrica!”.
    8. 9. O samaritano pagou dois denários.[2] Conforme Mt 20,2, um denário era o suficiente para pagar um dia de serviço. Mas “um denário por um dia de serviço” era o suficiente para alimentar a esposa e os filhos, comprar roupas, manter as necessidades do lar, pagar impostos, taxas do templo etc? Concordando com o biblista Fitzmyer, dizemos que “a descrição do samaritano é esplêndida; emprega todas suas posses materiais – azeite, vinho, cavalgadura, dinheiro – para ajudar um pobre infortunado que se encontra pelo caminho”.[3] “Nenhum escritor do Segundo Testamento – salvo, talvez, o autor da carta de Tiago, e este somente de maneira análoga – põe maior ênfase na moderação com a qual o discípulo deve usar suas próprias riquezas materiais.”[4] O samaritano cumpriu o que estava prescrito no shemáh: Dt 6,4-5, que diz “Ouça, Israel… ame a Javé seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma e  com toda a sua força.” “Amar com toda sua força” diz respeito à dimensão econômica da vida, a partilha dos bens econômicos. O samaritano deixa o semimorto protegido e encaminhado. Vai embora, mas deixa marcas de bondade e sai positivamente marcado para o resto da vida.
10. O samaritano não deixou nome nem endereço. Soube a hora exata de entrar e de sair da vida do outro. Foi embora. Agindo assim, impossibilitou que se criasse vínculo de dependência entre ele e o socorrido. Ele foi solidário de modo gratuito e libertador.
Belo Horizonte, MG, Brasil, 26 de agosto de 2013.
Obs.: Esse texto é a “6ª parte” do artigo “Seguir Jesus, desafio que exige compromisso”, de Gilvander Luís Moreira, publicado no livro  “RECRIAR O CAMINHO com as Comunidades de Lucas, uma leitura do Evangelho de Lucas feita pelo CEBI-MG, São Leopoldo, CEBI, 2013, pp. 48-77.
[2] “A moeda denário era parte do sistema de cunhagem do Império Romano. “ Cf. D. E. OAKMAN, “The Buying Power of two denarii. A Comment on Luke 10:35” Forum 3 (1987) 35.
[3] Fitzmyer, Lucas…, cit., v. 3. p. 287.
[4] Fitzmyer, Lucas…, cit., v. 1, p. 416.