"Vinde após mim e eu farei de vocês, pescadores de homens"

“Vinde após mim e eu farei de vocês, pescadores de homens”

Deus, nosso Pai, em julho de 2015 a Congregação dos Missionários dos Operários realizará seu Capítulo Geral, onde serão eleitos o Superior Geral e os membros do seu Conselho. Juntos, eles terão a missão de conduzir a Congregação pelos próximos seis anos.

Nós te pedimos que teu Espírito assista os capitulantes, para que possam formular o Carisma e a Espiritualidade da Congregação de forma a que ela responda realmente às necessidades atuais dos trabalhadores, a exemplo e no espírito de nosso Fundador, o Pe. Teófilo Reyn e de seus colaboradores.

Que esse mesmo Espírito inspire os capitulantes a fim de que escolham os coirmãos que são verdadeiramente preocupados em colocar o Carisma da Congregação em prática. Que os aspectos da Vida Comunitária e da Vida Religiosa, em geral, não possam ser esquecidos.

Que esse Capítulo Geral 2015 possa dar um novo fôlego à nossa Congregação. Que todos os seus membros, no seguimento de teu Filho Jesus, continuem a se colocar a Teu serviço, pelo bem dos trabalhadores. Tudo isso nós te pedimos pela intercessão da Sagrada Família, padroeira da Congregação.

Pe. Lambert Noben, MO

vida_religiosaO carisma de Jesus Cristo está no Evangelho: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

As diversas congregações tentam viver este mandamento aplicado a determinado grupo social: operários, doentes, jovens, pobres, etc.

É fundamental a referência a Jesus Cristo e ao Evangelho.

 

A espiritualidade de Jesus Cristo se resume ao “Pai Nosso”, rezado e pricipalmente vivido: é um plano de oração e ação completo.

 

 

Casa de Formação:
Padre José Ferreira Filho
Rua Américo Santiago Piacenza, 1070 – Cinco
32.010-030 – Contagem – MG -Fone: 0xx31 3352 8932
contato@missionariodosoperarios.org.br

Pe. Joseph de Man, MO

FORMA:

U = Universidade, Universal, Universo;

T = Trabalho, Tenacidade.

LINHA:

U = O HOMEM agente no universo, em pé, carregando de braços abertos, a massa do trabalho, da vida;

T = O HOMEM só se realiza verticalmente, só será pessoa se houver interferência horizontal, no meio dos seus pares, ou demais HOMENS.

Pe de Man, MO em seu escritório, na "Fazendinha do Caladinho" primeira residencia dos Missionários dos Operários, no Brasil (1972)

Pe de Man, MO
em seu escritório, na “Fazendinha do Caladinho”
primeira residencia dos Missionários dos Operários,
no Brasil (1972)

A MASSA: é tão pesada que o HOMEM quase não agüenta, perigo contínuo de desequilíbrio, de ser esmagado pela massa, pelos outros, ou pelas incongruências da vida;

POR ISSO: inventou-se um meio técnico de contra-peso: na vida também precisa-se de um sustentáculo para suportar o peso: esposa, namorado, filho, ideal, vocação, DEUS.

CONDIÇAO: andar pelo caminho reto, sem hesitação, sem medo, apesar do risco da vida e ter um objetivo claro, bem que longínquo, finíssimo, mas bem definido.

 

DIREÇAO: DEUS não está na vertical, mas horizontalmente ao HOMEM, através dos HOMENS. A ponta quebrada é a ruptura, no último momento, quase na chegada, na morte… e DEUS está além. Não é um problema, um assunto dos outros, e sim, jogada pessoal do HOMEM e por isto mesmo um MISTÉRIO.

Pe. José Ferreira Filho, MO

“Meus olhos viram a tua Salvação” (Lc. 2,30)

 

Natal 20141) NATAL: Evento único que INAUGURA um NOVO TEMPO (KairóS)  SEM FIM. Não é como aniversário.. Deus não envelhece!…

2) ADVENTO : Tempo especial de nossa Liturgia Cristã : – Renovação de nossa fé, de nosso compromisso, de nossa missão, através da oração, contemplação, meditação  e partilha que fortalece a comunhão.

Palavras Chaves = PROXIMIDADE e PREPARAÇÃO!

– PREPARAÇÃO para celebrar e Vivenciar O NATAL = PROXIMIDADE DE DEUS QUE SE FAZ GENTE COMO NÓS!

3) NOVENA 2014 –  FAMÍLIA = HORIZONTE= RETROVISOR = PANO DE FUNDO

– Motivação : Sínodo Sobre a família (Papa Francisco)

– 2 Propostas :

  1. a) Encontros com Leitura Orante da Bíblia…
  2. b) Ofício Divino

4) ENCONTROS COM LEITURA ORANTE DA BÍBLIA :

  1. a) Itinerário Bíblico da História da Salvação: PROMESSA< ALIANÇA> FIDELIDADE DE DEUS. De Abraão a Jesus… Igreja (Paulo e Timóteo).
  2. b) VOCACIONAL – A Iniciativa é sempre de Deus que nos chama e respeita nossa resposta;
  3. c) Deus retoma sempre a partir da nossa fragilidade, da vida ameaçada, da Família quase falida, de uma criança nascida em circunstâncias miraculosas (obra de Deus!).   d) É um itinerário Apaixonante:

 

É muito importante preparar os encontros com antecedência. Leiam as introduções e Orientações no Início do Livreto. Tome posse do Livreto! O resto Deus fará!

O cansaço, a aspereza, o sofrimento, a dor são elementos da providencia que proporcionam estabilidade e equilíbrio no voo da vida

PAPA FRANCISCOAinda esta manhã eu observei uma cena que só pode ser vista quando se olha de cima: uma gaivota parada, imóvel a pelo menos uma centena de metros. Normalmente, para voar é preciso se movimentar.

O avião é tão estável em voo quanto forte em sua velocidade. Para aterrissar tem que desacelerar. Aos poucos diminui a velocidade, perde altitude e também estabilidade; a estabilidade que só pode ser obtida ao tocar o chão.
Mas essa gaivota estava parada, no ar, há alguns metros de altura. Mesmo assim, voava. Um voo de invejável estabilidade, sem uma vibração. Suas asas, no entanto, abertas ao máximo, desfrutavam o vento que soprava forte lá em cima.
E o vento que a sustentava, dando-lhe estabilidade, era um vento contrário. Graças ao mau tempo a gaivota pode descansar, comentou um amigo.
O cansaço, a aspereza, o sofrimento, as provações e tribulações, as cruzes, as dores são elementos necessários e providenciais, que proporcionam estabilidade e equilíbrio ao voo da vida.
Contrariedades que permitem estar disponível para Deus, que te sustenta em alta altitude. Adversidades que lhe dão confiança para descansar.
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Política e Religião? Por quê? Pra quê?

Pe. Lambert Noben, MO


Jesus nos propõe uma sociedade diferente, não baseada na disputa, mas no respeito, no serviço, na partilha e na fraternidade; onde os pequenos e os fracos sejam protegidos e promovidos, onde predominam a reconciliação, o perdão e os direitos de todos.
Mesmo se nós achamos que somos um dos países mais cristãos do mundo, percebemos que os valores do Evangelho ainda não permearam nossa vivência do dia a dia; muitos preconizam o ódio, a vingança, os privilégios de uma minoria que se enriquece cada vez mais a custo de uma multidão de pobres cada vez mais pobre. Para muitos, levar vantagem e manter privilégios é a lei maior e a única que entendem. A função fundamental de Evangelho não é de criar privilegiados, mas uma sociedade onde todos tenham seus direitos garantidos, uma sociedade humanizada onde o governo exerce a função de defensor dos direitos dos indivíduos, protegendo os mais fracos e indefesos, e mesmo se o estado é laico, ele não pode pisar estes direitos fundamentais, já que a própria constituição disse que todos os cidadãos são iguais perante a lei. O Evangelho, mesmo que ele não seja político, apresenta um novo tipo de sociedade e de convivência humana onde todos são irmãos e irmãs, com direitos iguais e onde os governantes não são donos, mas servidores: ao serviço não de uma minoria, ou de um partido, mas ao serviço de toda a nação.Pensávamos ter escolhido um novo congresso; e o que a gente lê nos jornais e vê na TV? Aqueles que deveriam cuidar de nosso povo e de seu bem estar até hoje não fizeram nada a não ser cuidar de si mesmos; uns querem se vingar por não terem sido eleitos, outros estão fazendo chantagem para conseguir alguma vantagem pessoal, muitos pensam, “quanto pior, melhor”, a única coisa com que não se preocupam e até querem impedir a qualquer custo é que a vida de nosso povo melhore e que o verdadeiro progresso social aconteça. É o que chamo politicagem da pior espécie: “desde que eu leve vantagem política, estou satisfeito, mesmo se para isso devo impedir que o bem se faça e que o pobre e pequeno seja promovido” Como dizia alguém: a única coisa que me interessa é que aquilo produza dividendos políticas. O povo é um detalhe. O político esquece que ele é um servidor do povo (muito bem pago por ele); o político é o senhor todo poderoso, ele não é finalidade da política mas apenas um instrumento cuja única finalidade é promover o bem comum.

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Pe Jan Van Roy é Superior Geral dos Missionários dos Operários desde 2009.

Fondamentallement, notre manière de vivre est une école que nous apelle a devenir disciples. Notre but est de suivre Jesus dans son ministére dans ce monde. Ce ministère nait de trois aspects : la vie en commun, la liturgie et l’étude. Selon notre tradition, notre manière de vivre vaut en ce qu’elle témoigne du Christ. Nous devons, en premier lieu, construir l’Église de Dieu dans nos couvents et, dès là, exporter l’Évangile. La prédication doit naître de là. Le monde où nous devons prêcher est bien celui dont nous venons.

Chaque génération apporte a notre Ordre ses propres bagages, ses propres valises pleines de souhaits et d’éspérance, mais aussi de tristesse et d’angoisse. À l’heure actuelle, nul doute que l’Ordre doit faire face a une mutation générationnelle très profonde. Les nouvels recruts arrivent dans l’Ordre venant d’un monde que ne leur a offert que des incertitudes, nottamment au niveau affectif, famille désunie, mode de vie parfois déroutant… C’est leur Univers.
Cette génération a été conçue, née et élévée en période post conciliaire, puisque nous nous ventons de ne pas être maniqueen, de ne pas considerer l’être humain comme « un tout », nous ne pouvons pas démander à ceux jeunes que frappent nos portes : « Videz votre valise dehors de tout ceux que n’est pas de notre goût ». Ce genre de conflit a éxister avec ses conséquences. J’éspere que cette nouvelle rencontre vocationnelle, cette nouvelle génération et la possibilité de gardes ses valises, tout en sachant aprécier le contenu des valises de ceux qu’ont déjà integré l’Ordre. Ils ont besoin, ils font demande de certais aspects susceptibles de leur assurer leur identité et devons la leur reconnaître, nous qui a la génération d’avant avons pensé ne pas avoir besoin et les avions laissé du côté. Mais maintenant nous nous rendons compte que nous en avions besoin car ces aspects sont ceux qui servent de lieson, des aspects comments avec cette génération qui leur réclame.

 

Pe. Jan Van Roy, Mo
Superior Geral dos 
Missionários dos Operários
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Pe Joseph e Pe Jan são amigos desde 1947, quando entraram na mesma turma do Seminário Menor, em Argenteuil, Bélgica. Dezenas de anos se passaram, e seu compromisso com o mundo operário continua sempre renovado. Completam nesse ano de 2014 seus 60 anos de vida consagrada a serviço do Reino.


Orações :
Da Missa Votiva pelas vocações à Vida Religiosa

TEMA: O Deus no qual nós, os cristãos, cremos, é um Deus compassivo para com todas as pessoas humanas que são exploradas e que vivem na miséria. Esse Deus, nós o cremos, procura (e chama) pessoas que possam lhe emprestar, gratuitamente, seus pés, suas mãos, sua boca, ou melhor, todo o seu ser, para tornar visível e tangível a compaixão de Deus. Os Missionários dos Operários, seguindo o seu Fundador, Pe. Teófilo Reyn, consagram toda a sua vida a Deus com esse objetivo: eles procuram meios para tornar o mundo do trabalho cada vez mais humano e construir, assim, um mundo onde reine a Justiça e a Caridade.

Leituras : – Ex.3,1-10 :  Chamado de Moisés

–          Mc. 8,1-9 : A multiplicação dos pães

Homilia :

Meus queridos amigos. Eu não sei se vocês já ouviram falar sobre o deísmo. Os partidários do deísmo acreditam que existe um Deus que criou o universo, mas que, após ter terminado sua criação, Ele se retirou nos seus apartamentos. Ele abandonou sua criação; Ele achava que a criação era algo estragado.

O cristão, ao contrário, acredita no teísmo: ele crê que Deus, Criador do universo, se interessa todo o tempo por sua criação, mas, no seu amor criador, Deus confiou sua criação, de uma forma ainda inacabada, ao ser humano. Deus pede que, com nossos talentos, cada um possa trabalhar no aperfeiçoamento e conclusão da obra desta criação: fazer com que o mundo se torne um lugar onde é bom de se viver e, isso, para todos os seres humanos.

Ainda como sinal do seu amor, Deus criou o homem livre, quer dizer, ele pode, na sua liberdade, tomar a decisão ou de colaborar com o plano de Deus e ajudá-lo – cada um com seus próprios talentos, à conclusão e amelhoramento da criação, ou viver egoísticamente: empregar essa criação unicamente para seus interesses pessoais. É o que se faz, infelizmente, com muita freqüência: os poderosos dominam os fracos; no nosso mundo, temos ricos e pobres; os pobres são explorados, usurpados pelos ricos e poderosos.

Contemplando isso, em seu amor, Deus enviou profetas para lembrar aos exploradores os deveres, em criar um mundo de justiça e de caridade; infelizmente, a maior parte daqueles que deveriam ter escutado os profetas, não o fizeram e, mais ainda: mataram-nos. Afinal, Deus enviou seu próprio filho, Jesus de Nazaré. E eles mataram também a Jesus.

As duas leituras que nos escutamos nos falam dessa compaixão, essa piedade que tem em relação aos pobres, àqueles que vivem na miséria.

Reescutemos alguns versículos da primeira leitura (v.7): “Javé disse a Moisés: Eu vi o meu povo humilhado no Egito e eu escutei os seus gritos quando os guardas os maltratavam. Sim, eu conheço os seus sofrimentos! Então, eu desci para livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-los subir para uma terra espaçosa e fértil”.

Escutemos, também, alguns versículos do Evangelho (v 1-3): “Naqueles dias, uma numerosa multidão estava, de novo, reunida e eles não tinham nada para comer. Jesus chamou os seus discípulos e lhes disse: ‘Tenho compaixão dessas pessoas, pois já tem três dias que eles estão comigo e não tem nada para comer’. Se eu os enviar em jejum, de volta às suas casas, eles não suportarão a caminhada, pois alguns vieram de muito longe”.

Mas, para colocar em prática a sua compaixão, Deus quer sempre a colaboração das pessoas humanas. Não raramente, as pessoas chamadas por Deus não respondem diretamente “sim”, ao seu chamado.

Escutemos a continuação da primeira leitura; Deus enviou Moisés: “Vai, portanto! Eu te envio ao Faraó para tirar do Egito o meu povo, os filhos de Israel”. E o narrador da Bíblia continua: “Moisés disse a Deus: Quem sou eu para ir encontrar o Faraó e para libertar do Egito os Israelitas?” Alguns versículos depois, vem a resposta (v.13): “Moisés disse a Deus: Bem! Eu vou ir encontrar os israelitas e lhes dizer: O Deus de vossos pais me enviou a vocês. Mas eles me dirão: ‘Qual é o seu nome? O que eu devo lhes responder?’. E Moisés continuava a encontrar todo tipo de desculpa para não aceitar a missão a ele confiada. Para tudo que Moisés apresenta como razão, Deus dá uma resposta; então, no final, Moisés aceita e, nas mãos de Deus, se torna instrumento pelo qual o povo de Israel é salvo da escravidão no Egito.

O mesmo vemos no Evangelho, quando escutamos as tantas reticências dos discípulos. Os discípulos responderam a Jesus: “Quem poderia dar-lhes todo o pão necessário, uma vez que estamos num lugar deserto?” Mas Jesus não se deixa desencaminhar:“Jesus lhes interrogou: Quantos pães tendes? Eles responderam: Sete. Então, Jesus ordenou a multidão de se sentar no chão. Ele tomou os sete pães, deu graças e o partiu e começou a dar aos seus discípulos para que eles servissem; e eles começaram a servir a multidão. Eles comeram e ficaram satisfeitos”.

Ao longo de toda a história humana, Deus pode fazer milagres, pode libertar aqueles que são oprimidos, cada vez que as pessoas humanas dizem “sim” ao seu chamado e aceitam de ser os pés, as mãos, a boca de Deus. Eu dou alguns exemplos: Graças ao “Sim” que São Bento deu a Deus, ele e seus discípulos, os beneditinos, durante séculos e séculos, ajudaram os povos a se tornarem mais e mais humanos, a ter uma cultura que permite uma vida mais civilizada.

Graças a São Francisco de Assis e seus discípulos, as pessoas humanas compreenderam que o dinheiro não faz a felicidade do homem e que é necessário trabalhar para que se diminua a distância entre ricos e pobres.

Graças a São Camilo de Lelis e seus discípulos, os doentes nos hospitais são tratados de forma mais humana.

Graças a São João Bosco e seus discípulos, os salesianos, há uma grande obra que trabalha para que as crianças abandonadas nas ruas descubram, também elas, uma vida mais humana.

Eu poderia continuar citando alguns nomes. A lista das pessoas que se sentiram chamada a fundar uma Ordem ou uma Congregação Religiosa  para tornar a vida dos seus semelhantes, mais humana, é muito longa. Uma observação: não são apenas os religiosos que trabalharam e trabalham ainda hoje para criar um mundo mais humano: Deus convida também os padres e os leigos a participar a essa missão.

Mas, na humanização do mundo, os religiosos tem uma grande parcela. De fato, graças à forma de viver dos religiosos, quer dizer, em comunidade, de acordo com os três votos, eles são muito mais livres para se dar à missão própria do carisma e da congregação. De fato, graças ao voto de pobreza, os religiosos não devem ficar se preocupando com dinheiro: cada Comunidade Religiosa tem um ecônomo que, através da Caixa Comum, faz com que os coirmãos sejam bem acolhidos, tenham uma casa, comida e que não lhes falte nada para que cada um continue a assumir as tarefas que lhe foram confiadas; graças ao voto de castidade, eles renunciam ao casamento e, portanto, aos deveres que ele teria se assumisse esse estado de vida – seja em relação à sua esposa ou aos seus filhos; graças ao voto de obediência, eles podem considerar seu trabalho, sua missão, como vontade de Deus. De fato, o trabalho que os religiosos realizam, eles não o escolheram, mas isso lhes foi atribuído pela comunidade, representado, na prática, pelo Superior.

Retomemos um pouco os fundadores de Ordens e Congregações religiosas. Nesta lista, encontramos também a figura da pessoa do Pe. Teófilo Reyn, o fundador dos Missionários dos Operários. Lendo a Encíclica social Rerum Novarum, que o Papa Leão XIII publicou em 1894, o Pe. Reyn foi tomado de compaixão pela condição desumana pela qual passava os trabalhadores daquela época. Essa compaixão era tão grande que ele julgou ser necessário deixar a Congregação da qual ele era membro para fundar uma nova Congregação para se ocupar especialmente dos operários; uma família religiosa que trabalharia para melhorar a sua situação. E isso não foi fácil.

Hoje, 120 (cento e vinte) anos após, ainda temos pessoas que se sentem chamadas para se tornar membro dessa Congregação. Eu disse meu “SIM” ao Senhor, tem mais ou menos uns 60 (sessenta) anos, o Nicolau fez também a mesma coisa, a cerca de uns nove meses. Antes de dar o nosso “sim”, também nós tivemos certas dúvidas, certas resistências, um pouco como Moisés ou os discípulos de Jesus; isso é normal e bom, pois é importante discernir claramente se é realmente para isso que Deus nos chama. Um bom discernimento se faz numa atmosfera clama e serena. Fazendo três coisas: rezando, refletindo e pedindo conselho (a alguém mais experiente), quer dizer, procurando responder a questões como: a que é que eu renuncio, tomando essa via e a que é que eu me engajo?

Meus caros jovens: Eu creio que a divina Providência, quer dizer, que Deus nos acompanha na nossa vida. Se um dia vocês conheceram os Missionários dos Operários e se perguntaram a Deus se ele não os chamava a se tornar membro da congregação, será que isso é por acaso ou é da Providência Divina? Encontrar a resposta a essa questão é uma tarefa para cada um de vocês, uma resposta que deve ser dada na vida prática, concreta.

Meus caros amigos, todos os dias eu rezo por cada um de vocês durante as minhas orações e eu peço ao Senhor para que cada um de vocês possa se abrir ao Espírito Santo para que ele possa iluminar e dar-nos a força para fazer a escolha certa para a vida de vocês.

Eu vos convido a rezar, nesse mesmo sentido, não somente por vocês mesmos, mas para todos os jovens que se encontram atualmente diante dessa questão: Deus está me chamando para que? De fato, não agrada a Deus as pessoas que pensam só nelas mesmas, durante as suas orações. Jesus nos ensinou a dizer: Pai Nosso que está nos céus e não Meu Pai…

 

Possamos agora continuar a nossa celebração eucarística na alegria e na gratidão a Deus, que quer ter necessidade de você, de mim, de cada um de nós, para criar um mundo onde reina a Justiça e a Caridade, em uma palavra: o Reino de Deus.

homofobianaoCom os debates políticos começou novamente as discussões sobre homofilia, homofobia e casamento gay. E os candidatos, com medo de perder votos, mudam de opinião dependendo do auditório. Também no sínodo dos Bispos, em Roma, este assunto foi bastante discutido oferecendo até algumas controvérsias. Acho muito arriscado dar opinião sobre este assunto que é muito complexo. Até os especialistas em comportamento, os psiquiatras, não estão de acordo entre si e tentam várias explicações. Para mim é pouco relevante discutir este assunto e querer legislar sobre ele. O importante nas relações interpessoais íntimas é fazer uma pergunta bem mais fundamental: esta relação entre duas pessoas é uma relação de uso e abuso, de dominação e manipulação ou, pelo contrário, existe ternura, respeito e verdadeiro amor no sentido plena da palavra?

 

Relações de uso, todos nós as conhecemos: uma primeira se chama simplesmente “prostituição”. Uma pessoa, mediante pagamento, usa durante certo tempo o corpo de outra pessoa. Como ele paga, ele acha que durante este tempo de contrato, ele faz da pessoa do outro o que bem entende – negando totalmente a pessoa do outro, apenas a usa como um objeto descartável. Várias razões podem levar a pessoa a se prostituir: a miséria, o tráfico humano, a ideia de que esta é a única opção que a sociedade ainda reserva para esta pessoa, e por aí vai.

Uma segunda forma de uso é ”o estupro” em todas as suas formas; existe muitas vezes até entre pessoas casadas legitimamente. Acontece quando uma pessoa usa sua força para dominar outra e subjugá-la. Neste caso, o parceiro é simplesmente usado, violentado contra sua vontade e muitas vezes usando a violência física, a ameaça verbal ou até mesmo a coação armada. É grande o número de queixas por violência sexual, e existe muito sofrimento escondido de pessoas que tem medo, ou pensam que devem aturar tudo isso por motivos religiosos, ou até a vergonha de falar daquilo que se passa no escondido de um quarto conjugal. Muitas vezes, esses procedimentos conduzem ao assassinato de vítima quando esta tenta resistir ou se libertar.

Uma terceira forma de uso sexual é o tal do “ficar”. Acontece quando duas pessoas de comum acordo aceitam de se divertir juntas, cada uma usando e abusando do corpo da outra sem compromisso maior; às vezes sem se conhecer, nem saber o nome do parceiro. É com se dissessem: “eu uso você, você me usa, foi bom, tchau e até nunca mais”. Não houve nenhum envolvimento, apenas um contato erotizado e superficial/genital.

Acho que em todas estas formas de relacionamento são marcadas pela falta de algo essencial: o AMOR, a vontade sincera de se doar por inteiro e fazer o outro feliz. Em todos eles, sobra egoísmo e a falta total de atenção, respeito e valorização da pessoa do outro. Amar sempre foi e sempre será “querer o bem da pessoa amada”, sempre haverá uma atitude fundamental de doação de si mesmo ao outro e de atenção carinhosa e atenciosa à realização plena do outro. Se não existe esta doação, esta generosidade, esta atenção à realização do outro, nenhuma forma de relacionamento íntimo, nem homoafetivo nem heteroafetivo se justifica. Será apenas um egoísmo disfarçado de amor, uma mentira que se procura justificar e que nunca trará felicidade, realização afetiva e laços de amor maduro e duradoro.

 

Pe. Lambert Noben, Mo
contato@missionariodosoperarios.org.br