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Tudo o que voces fizeram por um desses pequeninos… foi a mim que voces o fizeram…

Papa Francisco

Assim como o mandamento «não matar» põe um limite claro para
assegurar o valor da vida humana, assim também hoje devemos dizer «não a
uma economia da exclusão e da desigualdade social». Esta economia mata. Não
é possível que a morte por enregelamento dum idoso sem abrigo não seja
notícia, enquanto o é a descida de dois pontos na Bolsa. Isto é exclusão. Não se
pode tolerar mais o facto de se lançar comida no lixo, quando há pessoas que – 30 –
passam fome. Isto é desigualdade social. Hoje, tudo entra no jogo da
competitividade e da lei do mais forte, onde o poderoso engole o mais fraco. Em
consequência desta situação, grandes massas da população veem-se excluídas e
marginalizadas: sem trabalho, sem perspetivas, num beco sem saída. O ser
humano é considerado, em si mesmo, como um bem de consumo que se pode
usar e depois lançar fora. Assim teve início a cultura do «descartável», que aliás
chega a ser promovida. Já não se trata simplesmente do fenómeno de exploração
e opressão, mas de uma realidade nova: com a exclusão, fere-se, na própria raiz,
a pertença à sociedade onde se vive, pois quem vive nas favelas, na periferia ou
sem poder já não está nela, mas fora. Os excluídos não são «explorados», mas
resíduos, «sobras». EVANGELII GAUDIUM, 53.

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